Opinião

A verba indenizatória e seus malefícios

O grande espetáculo do mundo político é muito dinâmico, e os personagens vivem da ganância, onde os bolsos são maiores que os olhos. E, essa acumulação patrimonial e financeira segue aumentando a cada mandato, por isso, esses personagens chamados de parlamentar, fazem qualquer coisa para permanecer no cargo eletivo. Vejam que, antes mesmo de concluir um mandato, já estão pensando em novas candidaturas, porque não querem ficar longe do poder, tem parlamentar querendo ser candidato a prefeito por Cuiabá e Várzea Grande, ao mesmo tempo, sem querer saber a importância legal do domicilio eleitoral.

O que se discute nas assembleias e câmaras, é o aparelhamento financeiro dos parlamentares, com recursos públicos e com favorecimento de todo os tipos, de benefícios, como: Verba Indenizatória; Ajuda de Custo aos Gabinetes, Aluguel de Veículos (com tanques cheiros e motoristas), mas os velhos políticos viciados em verbas públicas, acham que tudo é legal e constitucional, e como isso, vão criando leis e mais leis para proporcionar novas vantagens entre os pares, e essas verbas públicas são cada vez mais adoradas pelos políticos carreiristas.
De repente aparece um ou outro político da nova geração, com ideias e questionamentos sobre desvios de recursos públicos legalizados, e logo os velhos políticos começam a dizer, que isso: é rompante de demagogo.

Vamos analisar essa famosa Verba Indenizatória, que é uma vergonha até na nomenclatura, pois está indenizando aquilo que não foi realizado, e por isso, não houve perdas. Na verdade é um adiantamento, com o direito de não se prestar contas, e isso, constitui, desvio de recursos públicos legalizados, e o valor R$ 65 mil pago em Mato Grosso é a maior do país, e essa verba antecipada deveria ser utilizada para cobrir despesas com deslocamento dos parlamentares, para pagamento de combustível, passagens de ônibus, passagens de avião, frete de jatinhos, aluguel de carros, mas na verdade a AL/MT faz o duplo pagamento para a mesma rubrica, incorrendo em ilegalidades, pois cobrem todas as despesas de deslocamento que deveriam ser bancada pelo Verba Indenizatória.

A Verba Indenizatória, sem a obrigatoriedade se prestar conta, pode ser usada como:
1 – para “engordar” Salários, tentando fugir do teto constitucional;
2 – são recursos públicos usados para enriquecimentos elícitos, pois não são declarados, e por isso, não são tributados ;
3 – podem ser usados para aparelhar os políticos em forma compra de equipamentos e veículos para serem usados nas próximas eleições e também podem ser usados em poupanças ou guardados nos cofres, em espécie que podem ser em Real ou em Dólar, e que poderão serem aplicados em futuras campanhas e por serem recursos não declarados, constituirão em caixa 2;
4 – com todos esses favorecimentos, com certeza, os velhos políticos podem desequilibrar as futuras eleições, pois eles já entrarão aparelhados e financiados pela Verba Indenizatória, em relação, a aqueles que se prepõem a entrar na vida pública sem recursos e sem vícios.
5 – o povo fica a pensar, porque esses novos políticos que estão propondo o fim da Verba Indenizatória, são desqualificados como hipócritas ou até dizem que estes, estão jogando para a “galera”, mas alguém tem que dizer a verdade e posicionar-se com ética e honestidade na vida pública.

No mundo político existe a visão interna e a visão externa, uma é confiável e a outra nem tanto assim, ou seja, o que vem a público, nem sempre é verdadeiro, mas o que é verdadeiro fica escondido dentro dos gabinetes.
 Publicamente os políticos passam a imagem irreal que faz com que o povo possa continuar acreditando que elegeu um líder que atua com honestidade e ética.

Mas, na política devemos ter cuidado sobre o que é certo e o é que errado, pois em cada eleição traz consigo grandes decepções, e através dessas distorções entre o real e o irreal, é que as pessoas espertas estão assumindo posições de destaques na vida política do estado e do país.

Por isso que os aventureiros avançam na política e assumem os postos de decisões. Hoje a política virou profissão, quem entra na política não quer mais sair, e fazem tudo para que esse cargo seja vitalício.

Wilson Carlos Fuah – é economista, especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas em Mato Grosso
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Wilson Carlos Fuáh