Opinião

A distribuição de terra no Brasil

A reforma agrária em nosso País deve ser feita de forma mais técnica e com
regras mais claras.
Um bem tão importante para o desenvolvimento do Brasil não pode ser
distribuído simplesmente como meio de mascarar a miséria das pessoas que a
reivindicam.
Se fizermos uma analise veremos que se alguém quer adquirir o direito de
lecionar precisa prestar um concurso público. Se quiser trabalhar num banco
deve também prestar concurso. Para trabalhar em uma empresa deve apresentar
currículo, passar por uma seleção. Todos que almejam conquistar algo ou
alguma profissão devem provar que a merece. Mas, o mesmo não ocorre com a
terra, se você quer terra basta ser analfabeto, desempregado, tiver a saúde
comprometida invadir propriedade alheia (de preferências uma produtiva) e
estará apto a receber um pedaço de chão.
Está na hora de termos regras mais clara para conquistá-la, pois um bom
agricultor precisa fazer cálculos ler e escrever com fluência para gerir seu
negocio. Regras normais como: possuir ensino médio completo (de preferência
o técnico agrícola), demonstrar em prova escrita e prova prática que é capaz
de realizar um trabalho de qualidade. Enfim precisamos estabelecer
critérios, normas para entregar a terra em mãos de quem terá condições de
trazer benefício ao País e ao próprio assentado. E quanto à miséria que
assola nosso País, devemos tratá-la com saneamento básico, saúde e educação.
Condições para isso nos temos é só parar de tratar o povo brasileiro como
mendigo, como pedinte (o que é vergonhoso), parar de fazer esse
assistencialismo ridículo que só faz acabar com a dignidade daqueles que
ainda a tem. O povo brasileiro precisa de respeito, saúde e educação o resto
eles conquistam não é preciso nenhum governante vir dar esmolas. E para isso
todos os “sem terras” podem contar com os “com terras”, pois quem planta
neste País, fornece todos os anos ao governo em forma de impostos,
exportação, construção de estradas, etc., condições para que a verdadeira
distribuição de renda aconteça, só é preciso que ela se concretize nas ações
dos governantes.

Sonia Maria