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Uso demasiado impede rio Lira em Sorriso de ser uma unidade de conservação

No mês de março, a Associação Regional de Pesquisa Científica e Ambiental (ARPCA) de Sorriso, apresentou um projeto aos profissionais da área ambiental do município que consta a transformação do rio Tenente Lira em uma unidade de conservação. O projeto foi discutido durante o 3º Simpósio Municipal Sobre Recursos Hídricos mas, segundo uma das coordenadoras do projeto, Marli Aguiar, ele ainda não foi posto em prática por causa do grande número de restrições existentes.

“Quando uma área passa a ser unidade de conservação ela passa a ser área de proteção ambiental e não pode ser utilizada para outros fins. No caso do rio Lira, estamos percebendo uma certa inviabilidade pois ele é muito utilizado por pessoas que moram às margens do rio e utilizam sua água para irrigação, abastecimento de abatedouros e outros serviços”, disse, ao Só Notícias.

Apesar do uso demasiado da região ainda não está descartada a possibilidade de transformar o rio Lira em unidade de conservação. “Nada está definido ainda. Muitas pessoas são dependentes daquela água. Então, tem-se que ver o que fazer com todas, mas estamos procurando um meio de viabilizar esse projeto o mais rápido possível, pois ele é muito importante para auxiliar no desenvolvimento seguro do meio ambiente”, afirmou.

Só Notícias apurou que atualmente a equipe da ARPCA está trabalhando na recuperação dos mais de 95km de rio, já que cerca de 50% dessa área foram degradadas por ações humanas. Além dessa recuperação, o rio será monitorado até o ano de 2020, como forma de se evitar que uma área ainda maior seja destruída. “É um projeto audacioso, mas temos expectativas de que dê certo”, acrescenta Marli.

Atualmente, em Sorriso, o Salto Magessi é preservado como unidade de conservação. Ele foi designado como uma Área de Proteção Ambiental Estadual (APA), em 20 de dezembro 2002, por meio da Lei 7.871.