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Três são assassinados em fazenda no município de Colniza

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As polícias Judiciária Civil e Militar estão em busca de envolvidos no triplo homicídio ocorrido ontem no município de Colniza. Dois funcionários da fazenda Bauru e um topógrafo contratado para fazer medição e demarcação de áreas da propriedade foram mortos e uma quarta pessoa ficou ferida em uma emboscada na tarde de sexta-feira.

As vítimas estavam em uma camionete F-350 e iam em direção à sede da fazenda, que fica a 30 quilômetros da cidade, quando foram surpreendidas por um grupo de homens que atiraram primeiro no motorista do carro, o topógrafo paranaense Paulo Gilberto Gobitti, de 53 anos. Em seguida, os tiros atingiram os funcionários da fazenda Joanes de Oliveira Nunes, 36 anos, conhecido como ‘Cacique’, e Fabrício Teodoro de Souza.

A quarta pessoa que estava na caminhonete também foi atingida com tiros nas costas, mas conseguiu sair do carro e caminhar na estrada em busca de socorro.

Conforme o comandante da Polícia Militar no município, major Adalberto Gonçalves, uma equipe que estava próxima à fazenda, cuja área está às margens da rodoviA, encontrou a vítima sobrevivente e encaminhou-a até o hospital na cidade. Ainda segundo a Polícia Militar, os tiros foram disparados de armas como espingarda e pistola.

A pessoa que sobreviveu foi ouvida ontem mesmo no hospital pelo delegado da Polícia Judiciária Civil, Vinícius Franciscon Prezotto e segundo o delegado, a vítima não conseguiu saber quantas pessoas participaram da emboscada.

A gerência da fazenda providenciou transporte para retirar a pessoa que sobreviveu do município e encaminhá-la para tratamento em outra cidade do Estado.

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública encaminhou neste sábado reforço de nove policiais do Batalhão de Operações Especiais para auxiliar nas buscas e investigação.

As três vítimas estão sendo veladas na Câmara Municipal de Colniza.

Daniel Dino/Secom-MT

Apenas 7% do território de Colniza é utilizado pelas fazendas e assentamentos Conflitos – Segundo o comandante da PM no município, o triplo homicídio pode estar ligado a conflitos por terra. Em fevereiro deste ano, um representante da fazenda Bauru sofreu uma tentativa de homicídio quando visitava a propriedade. Um disparo atingiu o pára-brisa do carro que era conduzido pelo empresário acertando o ombro de um funcionário que estava no banco traseiro.

Trabalhadores do município contam que a região está sendo invadida por grileiros profissionais que querem expulsar as famílias usando violência e intimidando-as.

Uma parte da fazenda Bauru, que tem uma extensa área de mata intacta, foi ocupada por trabalhadores rurais há quase seis anos. Há um ano, os proprietários da fazenda ganharam a reintegração de posse da área e neste ano, após a intermediação do Comitê de Acompanhamento de Conflitos Fundiários do Estado, Prefeitura, sindicatos de trabalhadores, Fetagri e Poder Judiciário, os proprietários da fazenda doaram uma área de 5.050 mil hectares para abrigar 100 famílias que ocupavam o local. Cada uma delas está recebendo um lote de 50 hectares e outros 50 serão destinados à construção de uma vila de convivência social. Desde julho deste ano, as famílias começaram a ocupar seus lotes, devidamente demarcados e divididos.

Regularização fundiária – Em abril deste ano, o Comitê de Acompanhamento de Conflitos Fundiários visitou diversas áreas que estão em litígio no município de Colniza, para conhecer a relação entre posseiros e proprietários de fazendas invadidas, orientando e buscando a solução de forma organizada e pacífica. As reintegrações de posse de áreas que envolvem conflitos de terra em Mato Grosso são analisadas pelo Comitê e cada visita efetivada pelo comitê é fundamental para conhecer o que cada ocupante está realizando e evitar que grileiros profissionais se aproveitem do processo de negociação.

Colniza é, atualmente, o segundo maior produtor de café no estado, com mais de 15 milhões de pés plantados. O município tem uma população de aproximadamente 45 mil habitantes e tem o segundo maior número de assentamentos rurais em Mato Grosso.

Comitê – A atribuição do comitê, que atua desde 2003, é solucionar os impasses criados em conflitos fundiários com mandados judiciais de reintegração de posse de áreas particulares do Estado, reservas ambientais ou áreas indígenas. Compõem o comitê representantes do Intermat, Procuradoria Geral do Estado, Defensoria Pública, Secretaria de Justiça e Segurança Pública e de Desenvolvimento Rural.

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