
Presidente do Sindspen, João Batista ressaltou que o número de casos da doença pode aumentar, uma vez que está sendo feito um laudo clínico de cada detento e este ainda não foi finalizado. Conforme o sindicalista, as celas da unidade, construídas para abrigar 8 reeducandos, têm em média cinco vezes mais, o que colabora para a proliferação da tuberculose. “Temos de 35 a 40presos em uma cela. Todos nós sabemos que ambientes sem circulação de ar e com grande concentração de pessoas potencializa a bactéria transmissora da doença. Neste caso, até mesmo os agentes estão expostos à contaminação”. Ainda segundo Batista, o Estado não disponibiliza equipamentos individuais para a proteção dos agentes que lidam diretamente com os reeducandos.
A Sejudh diz que os presos diagnosticados com a doença ficam em local isolado, inicialmente por 15 dias, assim que recebem o diagnóstico, período fundamental, pois é nesse estágio que pode ocorrer a transmissão.
Todos os protocolos médicos para atendimento ao paciente com esse tipo de patologia são seguidos, inclusive com acompanhamento de pneumologista. São realizados os exames necessários, assim como a notificação obrigatória no Sistema Nacional de Agravos, do MS. Os agentes que têm contato com presos doentes são orientados ao uso de máscara cirúrgica e luvas.


