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Pastor se defende de acusações de supostos abusos sexuais

O pastor Pedro Campos da Rosa, de 34 anos, que está sendo acusado de supostamente abusar sexualmente da filha de 08 anos e da sobrinha, de 06, rebateu ontem as acusações que haviam sido feitas à polícia pela presidência do Conselho Tutelar. Ele disse que tomou conhecimento das denúncias através da imprensa.

“As autoridades competentes estão tratando do caso estão avaliando. Foi montado o processo e agora a justiça vai dar o deferimento para essa situação porque é lamentável que isso tudo venha na forma que veio, então agora a justiça vai dar esclarecimento sobre o assunto. Gostaria de manifestar a minha posição também para a imprensa. Infelizmente foi passado só o lado da acusação”, afirmou.

Segundo o pastor, desde que foi notificado não se negou a prestar esclarecimentos à Justiça. “Graças a Deus, estou sempre disponível, as vezes que me foi comunicado para comparecer dar depoimento, sempre tenho estado disponível”, declarou.

Sobre a origem das acusações, ele disse que “não acredito que não tenha sido pelo Conselho Tutelar. Quem entrou com a representação no caso foi o meu concunhado”. Negou veêmentemente todas as acusações de assédio às duas meninas. “Eu, graças a Deus, eu não posso admitir uma coisa dessas, tanto que a justiça vai esclarecer esses fatos também. Vai ficar claro não tem o que duvidar”.

Sobre as razões que teriam levado o cunhado e a cunhada a fazer uma “falsa acusação” contra ele, o pastor disse que eles (o cunhado e sua esposa) fizeram parte da Casa de Oração Testemunhas de Jesus. “Depois eles, por indisciplina, foram afastados da igreja e no período que eles foram afastados começaram as ligações anônimas para o Conselho Tutelar. Inclusive quando a conselheira esteve no colégio procurando a minha filha, eu fui lá pessoalmente no conselho falar com ela, eu e minha esposa. Havia sérias acusações que a menina tinha sido abusada. Levei minha filha no pediatra no mesmo dia, que examinou e disse que não tinha nada. Daí a conselheira Chirlei levou a criança na delegacia, fez o boletim de ocorrência do caso. Levou a criança no legista na época, não tinha nada também”, afirmou.

O pastor disse que mais pessoas foram afastadas da igreja por indisciplina e acredita que isso possa ter gerado algum rancor, algum descontentamento. “Então, a princípio, não tinha como me prejudicar, eles começaram a ligar para o conselho”.

Pedro se diz muito prejudicado com toda a repercussão causada pelo fato e pela maneira como foi divulgado na mídia. “Não só eu como toda a casa de Oração das Testemunhas de Jesus fomos prejudicados. Inclusive, eu vi a reportagem na televisão de pessoas que também foram lá depôr, que eram da Igreja, que saíram, foram excluídas juntas da igreja e foram lá falar absurdos. São coisas que não têm como provar. Se eu realmente tivesse já feito alguma coisa, no mínimo estaria preso”, afirma.
“A igreja foi completamente prejudicada, algumas pessoas ficaram neutras, até que a justiça esclareça os fatos, mas a maioria se afastou. Graças a Deus, têm pessoas que continuam nossas atividades normais, no Alto da glória, em uma igreja aqui na congregação dos Palmeiras. Mas eu fui seriamente prejudicado”, afirmou.

Ressaltou ainda que sentiu, por parte de alguns órgãos de imprensa, um incentivo ao seu linchamento. Pedro afirmou que sua cunhada, inicialmente alegou que ele tinha tentando assediá-la sexualmente.”Mas na realidade o que eles queriam era me afastar, desde o princípio, colocar outra pessoa na igreja, não foi possível e inventaram tudo isso. Como não teriam teria um motivo justo para me ver afastado, virou para a questão da criança né, que é uma acusação pesada”, afirmou. O pastor também negou que ficasse sozinho com os filhos, pois a família tem uma empregada que toma conta das crianças.