PUBLICIDADE

Mato Grosso pode ter seca severa no 2º semestre e lança plano de combate ao desmatamento e queimadas

PUBLICIDADE
Redação Só Notícias (foto: Tonico Pinheiro)

O governo de Mato Grosso apresentou, hoje, o Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais para o segundo semestre deste ano, apostando na união e integração de esforços com diversos órgãos públicos e entidades privadas e também na conscientização da população para repetir o sucesso na redução dos índices do último ano.

“Os incêndios seguem sendo uma grande preocupação para Mato Grosso, principalmente em setembro e outubro, que são os períodos mais críticos do ano. O Estado vem ampliando os investimentos no combate ao fogo, mas teremos um cenário mais desafiador com o El Niño e precisaremos redobrar os cuidados. Não faltará esforço do Governo, mas é fundamental a união de todos para combater os incêndios”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

No segundo semestre, o governo estadual informou que Mato Grosso poderá enfrentar um período de seca severa por conta dos efeitos do fenômeno El Niño, que reduz a frequência e o volume de chuvas em diversas regiões do Brasil, especialmente no Centro-Oeste, além de elevar as temperaturas médias. Todo este cenário climático pode favorecer a ocorrência de incêndios florestais no Estado.

Para as ações de combate a incêndios florestais e desmatamento ilegal, o Governo do Estado vai aplicar R$ 134 milhões em ações voltadas para proteção, repressão e prevenção destes dois crimes ambientais. Os recursos serão usados, por exemplo, para monitoramento por satélite de focos de calor e a área de desmate, operações para responsabilização de infratores, fiscalização de propriedades e áreas ambientais, prevenção do uso do fogo com ações educativas e combate direto aos incêndios.

Além disso, haverá ações de comunicação e campanhas contra os incêndios e de proteção da fauna silvestre, como resgates e construção de poços.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzareti, lembrou que, em 2024, Mato Grosso foi reconhecido pelo MapBiomas pela redução de 82,6% no desmatamento bruto. A entidade é reconhecida internacionalmente pelo monitoramento ambiental no Brasil e no mundo. “Mato Grosso é um exemplo para todo o Brasil de atuação integrada. O diferencial dos nossos resultados está, principalmente, na capacidade de atuação coordenada entre Sema, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar, Polícia Civil, Politec, Assembleia Legislativa, Ibama e Funai. Os números demonstram que o Estado tem, disparado, a melhor performance no combate aos crimes ambientais”, comentou.

No ano passado, Mato Grosso também alcançou uma redução histórica de 82% nos focos de calor em comparação com 2024 e de 70%, quando comparado à média dos últimos dez anos. Enquanto isso, mais da metade dos estados brasileiros registrou taxas acima da média.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Glêdson Bezerra, destacou também que 51% dos incêndios entre os meses de agosto e outubro, períodos mais críticos da estiagem, tiveram início em áreas federais, como terras indígenas e assentamentos federais. “Apesar de colocarem o produtor rural como problema, as áreas de produção apresentam a menor incidência de focos de calor. Ainda assim, Mato Grosso obteve resultado recorde na redução de incêndios, mesmo com um efetivo menor. No ano passado, fomos para o 16º lugar entre os estados brasileiros”, analisou.

O Governo do Estado realiza o monitoramento contínuo de todos os seus biomas por imagens de satélite, gera alertas de desmatamento em tempo real e faz autuações tanto de forma virtual quanto presencial, quando uma equipe de fiscais é deslocada para confirmar o crime ambiental e realizar os embargos necessários. Já o planejamento de combate a incêndios florestais prevê a mobilização de um efetivo diário de 483 bombeiros militares, além da contratação de 150 brigadistas estaduais e da mobilização de 72 brigadistas municipais, com apoio da Força Nacional de Segurança Pública.

O plano prevê, ainda, a locação de 80 viaturas e o emprego de 28 máquinas para reforçar as ações operacionais. Na aviação, serão utilizadas duas aeronaves Air Tractor do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar, outras quatro aeronaves da Defesa Civil Estadual e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), ampliando a capacidade de resposta às ocorrências.

Também está prevista a construção e a manutenção de aceiros em pontos estratégicos, em parceria com a secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). A previsão é de implantação de cerca de 1,5 mil quilômetros de aceiros em diferentes regiões do Estado, com o objetivo de reduzir o acúmulo de material combustível às margens das rodovias estaduais e dificultar a propagação do fogo.

Como medida complementar, também serão intensificadas as ações de queima prescrita em áreas previamente definidas, como forma de reduzir o acúmulo de biomassa antes do período mais crítico da estiagem e, consequentemente, minimizar o risco de grandes incêndios florestais. Duas operações já foram realizadas às margens da MT-351, conhecida como Estrada do Manso, e na Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada dos Guimarães, na região do Mirante do Centro Geodésico da América do Sul.

Os bombeiros também usarão uma nova plataforma tecnológica para gestão de incêndios, além de lançar projetos para capacitação e premiação voltados à redução de incêndios em terras indígenas e apoio às prefeituras na elaboração de planos operacionais municipais de combate a crimes ambientais.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

COMPARTILHE:

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

PUBLICIDADE