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Mato Grosso fica livre da seca pela primeira vez desde julho de 2025 e alcança melhor condição do país

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

Mato Grosso ficou livre de seca em abril, segundo a última atualização do Monitor de Secas da Agência Nacional de Ábuas (ANA), juntando-se ao Acre como as únicas unidades da Federação nessa condição. É a primeira vez que o estado fica livre do fenômeno desde julho de 2025, representando a melhor condição do Brasil em abril juntamente com o Acre, que também seguiu livre de seca. Na comparação entre março e abril, em termos de severidade da seca, houve um abrandamento do fenômeno em 14 unidades da Federação, enquanto no sentido oposto a seca se intensificou em cinco estados. Em Mato Grosso, especificamente, o fenômeno deixou de ser verificado.

Considerando as cinco regiões geopolíticas acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Nordeste teve, em abril, o quadro mais severo do fenômeno no país, com seca grave e seca moderada respectivamente em 2% e 37% da região. Já o Norte teve a condição mais branda do fenômeno no último mês. Entre março e abril, a região com menor percentual de área com seca foi o Centro-Oeste, com 20%, enquanto o Sul teve a maior porção percentual com presença do fenômeno, atingindo 84% de sua área.

Na comparação entre março e abril, três estados registraram aumento da área com seca: Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. No sentido oposto, o Monitor identificou diminuição da área com seca em 15 estados, incluindo Mato Grosso do Sul. Em cinco unidades da Federação, a área com seca se manteve estável. Distrito Federal e Espírito Santo voltaram a registrar seca em abril, enquanto Mato Grosso se juntou ao Acre como únicos estados livres de seca no período.

Cinco unidades da Federação registraram seca em 100% do território em abril deste ano: Ceará, Distrito Federal, Paraná, Piauí e São Paulo. Nos demais estados com registro do fenômeno, os percentuais variaram de 3% a 93%. Mato Grosso e Acre, por outro lado, não tiveram registro de seca.

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca.

O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração. Por meio da ferramenta, é possível comparar a evolução das secas nos 26 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido. O Monitor de Secas teve início em julho de 2014, começando pela região Nordeste, sendo que o processo de expansão dessa iniciativa, a partir de 2018, foi concluído com a entrada do Amapá no Mapa do  Monitor de dezembro de 2023, completando sua cobertura em todo o território nacional.

A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.

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