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Lucas: laticínio vai ‘sair’ de bairro e acabar com problema de mau cheiro

A prefeitura de Lucas do Rio Verde confirmou que o laticínio que estava funcionando há mais de duas décadas na Avenida Tocantins, no bairro Rio Verde, encerrará de vez suas atividades e a cooperativa que terceirizava a operação de recebimento e transbordo da produção de leite vai construir novo laticínio em outra área (local não foi informado). Com isso, moradores dos bairros nas proximidades se verão livres do mau cheiro exalado por duas lagoas formadas pelas sobras do processo de produção.

A fábrica foi instalada no início dos anos 90, quando a área ainda era completamente desabitada e fazia parte do Bairro Industrial. Em 1993, a Cooperlucas assumiu o controle do empreendimento por alguns anos como incentivo à verticalização da produção primária. Segundo o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Márcio Albieri, a empresa proprietária havia arrendado a linha de produção de leite para essa cooperativa do Norte e há mais de seis meses a industrialização do produto no local foi encerrada. “A área do laticínio vem sendo usada somente como ponto de entrega e de transbordo da produção leiteira para que a cooperativa leve para seu município de origem”, explica.

Ela explicou que o Temro de Ajustamento e Conduta que acabou sendo firmado havia deixado o prefeito Luiz Binotti de mãos amarradas e sem poder tomar a medida de proibir a liberação de licença para a permanência das lagoas de material degradado numa área residencial. “A empresa proprietária, já sabedora da intenção do prefeito Binotti de não renovar a licença operacional, paralisou a produção e cedeu sua linha leiteira para essa cooperativa, que está negociando uma nova área para construir um novo laticínio, bem mais moderno, para continuar gerando emprego, lucro e renda para o nosso município”, acrescenta Albieri.

Quanto ao mau cheiro que se acentua com o calor e dias chuvosos, Albieri declarou que a Prefeitura já havia conseguido reduzir o problema nos últimos meses com a parceria técnica do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), que vem aplicando produtos biotecnológicos nas lagoas para minimizar a exalação dos resíduos decompostos. “O fim do mau cheiro somente virá com o esgotamento total das lagoas e isso já foi providenciado com o protocolo de um documento na secretaria Estadual de Meio Ambiente para desativar essas lagoas. A desativação já começou, mas o processo tem que seguir normas da legislação ambiental e isso vem sendo cumprido. Temos acompanhado de perto e dentro de poucos dias a população não irá mais se preocupar com esse problema”, garante.

A informação é da assessoria da prefeitura.

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