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Justiça adia julgamento de acusados de matar homem a pauladas em Sinop

A justiça adiou o julgamento dos dois acusados de envolvimento no homicídio de Carlos Alexandre Leite da Silva, 31 anos. A vítima foi morta a pauladas e pedradas, em janeiro de 2017, em uma região de chácaras na comunidade Vitória.

O júri popular estava marcado para esta quarta-feira. No entanto, a Defensoria Pública insistiu no depoimento de uma testemunha que não poderia comparecer. Por esse motivo, o julgamento acabou sendo remarcado para o dia 9 de março do ano que vem.

Em 2018, a Justiça decidiu mandar a júri popular dois acusados pelo crime. Eles vão responder, em julgamento, por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, de maneira cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram pronunciados por corrupção de menores (seis vezes) e organização criminosa.

O júri popular chegou a ser marcado para o dia 16 de abril deste ano. No entanto, em razão da pandemia de coronavírus, acabou sendo cancelado e não há nova data designada.

Em setembro deste ano, um terceiro acusado pelo crime teve a prisão revogada. Ao determinar a soltura, a Justiça destacou que “não há dúvidas a respeito da comprovação da materialidade delitiva”, porém, “os indícios de autoria existentes até o presente momento não são firmes o suficiente com relação ao acusado”. “Neste ponto, como bem salientado pelo ente Ministerial, não há motivos que sustentem a ordem de constrição cautelar”.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) o crime foi cometido por cerca de dez pessoas, a maioria menores de idade. Um dos três adultos que teria envolvimento no homicídio foi preso em julho deste ano, em Alta Floresta (300 quilômetros de Sinop).

Um policial civil que trabalhou nas investigações declarou à Justiça que o crime foi cometido em razão de uma rixa entre facções. Detalhou também que o rosto da vítima ficou totalmente desfigurado “em razão dos diversos golpes que sofreu”. Os criminosos também escreveram, ao lado do corpo de Carlos, as siglas C.V., em referência a uma facção criminosa.

Os dois réus seguem presos. Um está na Penitenciária Central do Estado (PCE) e outro no presídio Osvaldo Florentino Leite, o “Ferrugem”, em Sinop.

Só Notícias/Herbert de Souza