Geral

Ibama fiscaliza frigoríficos, cerâmicas e fecha armazém no Nortão

O Ibama fez hoje, no dia mundial do meio ambiente, a operação Mato Grosso legal, fiscalizando frigoríficos, armazenadoras de grãos e cerâmicas no Nortão e em outras regiões para verificar se não estão recebendo para industrialização, animais, grãos ou barro de áreas embargadas por desmatamentos ilegais. Foram visitadas mais de 45 empresas em diferentes regiões do estado, onde já de imediato foram aplicadas 9 multas, que somam mais de R$ 243 mil em multas em um único dia de ação.

Os fiscais encontraram um armazém de “uma das maiores empresas armazenadoras” de soja e milho em Nova Ubiratã (próximo a Sorriso) um dos municípios campeões do desmatamento dentro em Mato Grosso, que funcionava totalmente sem licença, foi interditada e teve suas atividades paralisadas.

Os fiscais notificaram as demais empresas em Guarantã do Norte, Matupá, Barra do Garças, Paranatinga, Nova Ubiratã, Primavera do Leste, Aripuanã, Juína, dentre outras a apresentarem documentos da origem da matéria-prima utilizada.
No caso dos frigoríficos foram solicitados que apresentem listagem com a origem de compra de bovinos para abate desde janeiro deste ano, com nome e CPF/CNPJ do vendedor dos bovinos, data da compra, nome da fazenda e município em que se localiza. Já no caso das indústrias secadoras de grãos e cerâmicas, estas devem apresentar listagem semelhante, onde conste a origem e data de aquisição desde 1º de janeiro deste ano, descrevendo o nome e documentação das pessoas físicas ou jurídicas de onde adquiriram a matéria-prima industrial. Além destes documentos, também é obrigatório que cada empresa tenha licença de operação e inscrição no cadastro técnico federal para aquela atividade.

O IBAMA informou que esta é a primeira de uma série de novas ações que deverão ser realizadas pelo órgão ao longo de todo ano, e embora atinja setores produtivos do estado, a medida visa sobretudo mostrar para a sociedade quais as empresas que contribuem para o crescimento do desmatamento ilegal na Amazônia.