Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, 41 anos. O crime ocorreu em junho de 2025, em uma residência na rua Uruguai, em Vera (80 km de Sinop).
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, Francisco foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o hospital regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.
Dias depois, policiais civis com apoio da Polícia Militar localizaram o autor do crime escondido em uma pousada em Matupá (200 quilômetros de Sinop). Ele foi preso, conduzido à delegacia e autuado em flagrante pelo crime de feminicídio. A vítima foi sepultada em Vera.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e que foi cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
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