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Entidades de Sorriso vão aderir ao movimento iniciado em Lucas para cobrar duplicação da BR-163 no Nortão e Médio Norte

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Paulo Silvestro, confirmou, em entrevista, ao Só Notícias, que o Sindicato Rural, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Regional de Contabilidade de Sorriso também vão apoiar o movimento de pelo menos 20 entidades de Lucas do Rio Verde, que estão criando uma Organização Não Governamental para cobrar do governo federal e da concessionária Rota do Oeste a duplicação da rodovia no Nortão e Médio Norte – onde há intenso tráfego de carretas, caminhões e veículos.

“Não só vamos apoiar como temos que encampar isso. Nós vemos como uma grande alternativa. Temos que aderir a essa ideia que é brilhante. É necessário cobrar isso. Já estão com um plano de ação e vamos somar forças. É inadmissível dizer que não tem recursos pra tocar uma obra. Não se justifica que não existe origem de dinheiro para fazer as obras. Discordamos da empresa. A rodovia é a principal rota de escoamento da safra e se arrecada muito com isso. Sorriso tem uma das praças mais caras de pedágio. O fluxo de carretas é muito grande”, analisou Silvestro.

Conforme Só Notícias já informou, representantes das entidades já fizeram um manifesto nas proximidades da praça de pedágio entre Lucas e Nova Mutum, no último dia 24 de fevereiro. Eles bloquearam a passagem dos veículos pelas cabines de pagamento manual por algumas horas. O fechamento foi feito por meio de automóveis estacionados sobre a rodovia.

A concessionária administrará a rodovia por 30 anos. Até agora, duplicou 117,6 quilômetros na região Sul do Estado. No Nortão não tem duplicação – exceto trechos nos perímetros urbanos de Sinop e Sorriso. A empresa chegou aderir a Medida Provisória 800/2017 que iria garantir investimento de R$ 25 bilhões mas que não foi votada no dia  21 do mês passado pelos deputados e perdeu validade.

Em nota divulgada anteriormente a empresa informou que havia aderido aos termos da MP por entender que ela possibilitaria a ágil retomada dos investimentos em duplicação. Desta forma, aguarda as definições do governo sobre o tema, haja vista que não se trata de uma situação pontual, mas setorial.