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Conselho Tutelar de Sorriso já registrou 8 casos de exploração sexual desde maio

Desde o dia 18 de maio, o Conselho Tutelar de Sorriso, em parceria com as Secretarias Municipais de Ação Social e Educação, vem trabalhando para intensificar a Campanha Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no município. Desde então, em 3 meses de campanha, o Conselho Tutelar já registrou 8 casos de exploração sexual. Entre eles, 4 abusos sexuais, um assédio sexual, 2 atentados violentos ao pudor e um caso de prostituição, conforme informações do coordenador administrativo do Conselho, Laércio Bianchini.

Só Notícias apurou que para a campanha, o Conselho Tutelar, Secretaria Municipal de Ação Social, Secretaria Municipal de Educação, Ministério Público e Defensoria Pública de Sorriso, criaram um projeto, lançado no dia D da campanha (18) para dar palestras para pais, alunos e professores das escolas do município. Escolas de 4 bairros já foram atendidas por esse projeto, sendo, a São Domingos, do bairro São Domingos; Rui Barbosa, do bairro Morada do Sol; Jardim Bela Vista, do bairro Jardim Bela Vista e escola Gente Sabida, do bairro Carolina. Em cada uma das escolas, uma média de 100 pessoas assistiram as palestras.

Até o final deste ano, todas as escolas, tanto municipais, quanto estaduais e privadas de Sorriso, receberão as palestras. “O próximo passo agora é agendar as demais palestras, para concluirmos o projeto”, disse, Laércio, ao Só Notícias.

Além das palestras, foram distribuídas faixas, cartazes, panfletos, outdoors e folders em toda a cidade e na área rural de Sorriso. Também foi realizada uma blitz educativa de Combate à Prostituição Infantil, em frente à Escola Municipal Ivete Lourdes Arenhardt, que durou quase duas horas e contou com o apoio da Polícia Militar.

Em Mato Grosso, ano passado, foram registrados 939 casos de abuso e 192 de exploração sexual infanto-juvenil. Em 80% dos casos, os agressores são aqueles que têm o papel de proteger, cuidar e educar para a vida, isto é, são pais e padrastos. Na maior parte das vezes, as vítimas são meninas de sete a 16 anos que têm medo de falar.

A Campanha Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes está acontecendo em razão do crime que comoveu todo país, conhecido como o “Crime Araceli”, em que uma menina de oito anos foi cruelmente assassinada, após ter sido estuprada em Vitória, no Espírito Santo.