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Conselho sugere criação de banco de dados sobre pesquisadores

Maior divulgação das ações das instituições de pesquisa entre si e para o público leigo; construção de uma rede de um banco de dados sobre os pesquisadores mato-grossenses disponível on line; maior interação entre a universidade e a empresa. Estas foram algumas das principais sugestões feitas pelos membros do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia (CECIT) para inclusão no Plano Estadual de Ciência e Tecnologia.

O conselho esteve reunido nesta terça-feira (14) para discutir sobre as políticas de ciência e tecnologia nas áreas de Educação Superior, Educação Profissional e fomento à pesquisa.

A iniciativa é parte da ampla discussão sobre as políticas de Ciência e Tecnologia que está sendo realizada pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec). As discussões sobre o tema iniciaram-se com os Seminários Regionais de Avaliação e Reformulação do Plano Estadual de Ciência e Tecnologia, que ocorreram nos últimos quatro meses em 10 municípios-pólo do interior do Estado. O objetivo final é reformular o Plano Estadual de Ciência e Tecnologia. “A participação nos municípios das instituições, sindicatos, entidades de classe, prefeituras, foi muito positiva”, avaliou a secretária da pasta, Flávia Nogueira.

Ela destacou que a primeira versão do plano, aprovada em 2003, tem características de um plano plurianual (isto é, de ação de governo), e não elenca claramente as ações para a área de Ciência e Tecnologia. “Agora nós queremos incluir as ações referentes às autarquias e a documentar políticas para a área, que nunca existiram.”

Segundo Flávia Nogueira as ações da Secitec visam minimizar as diferenças regionais em termos de aplicação de recursos em pesquisa, uma vez que a concentração maior de recursos está nas regiões Sul e Sudeste, que, com isso, acabaram desenvolvendo um ‘capital intelectual’ diferenciado em relação a outras regiões.

Outra questão debatida foi esforço das instituições de pesquisa para conseguir uma boa pontuação junto à CAPES (Coordenação de Avaliação de Pessoal de Nível Superior), que avalia os cursos de pós-graduação podendo, inclusive, determinar o seu fechamento. Sobre isso, foi sugerido que a Fapemat implemente ações para ajudar as universidades a alcançar pontuações mais altas. De acordo com a secretária Flávia Nogueira, a Fapemat está agindo nesse sentido concedendo bolsas de pesquisa para professores das instituições.

Ela destacou, porém, que é preciso um esforço dos professores para se inscrever nos editais de pesquisa e, com isso, poderem publicar mais artigos, o que garantiria uma pontuação mais alta do programa de pós-graduação.

O presidente da Fapemat (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso), Antônio Carlos Camacho, destacou também a implementação do Programa de Desenvolvimento Científico Regional, pelo qual a Fapemat, em parceria com o Governo Federal, trouxe para Mato Grosso 30 pesquisadores altamente qualificados, que foram instalados em grupos de pesquisa locais, com o objetivo de fomentar seu desenvolvimento.

O presidente ressaltou o esforço que vem sendo feito para definir e aplicar recursos no desenvolvimento científico e tecnológico do Estado. Ele enfatizou que ainda esta semana deverá ser lançado mais um edital de chamamento para projetos de pesquisa, destinado a pesquisadores de todas as áreas de conhecimento, o edital universal. “Ainda este ano pretendemos lançar mais três ou quatro editais”, disse ele. Camacho informou também sobre as articulações que estão sendo feitas pela Fapemat para viabilizar a implantação e o desenvolvimento de programas de pós-graduação em Mato Grosso.

Ele citou a iniciativa da fundação em promover os mestrados e doutorados interinstitucionais, isto é, de parcerias entre universidades mato-grossenses e grandes centros de conhecimento do País. Um deles é o Doutorado em Educação e Meio Ambiente através de uma parceria entre a Unemat e a Universidade de São Carlos (UFScar), que oferecerá 20 vagas.. “Através de parcerias universidades formamos pessoas com menos custos, os pesquisadores estudam sobre temas de interesse regional, e não precisam se afastar do seu ambiente”, disse ele, acrescentando que os cursos devem se iniciar no segundo semestre.

A Fapemat também está negociando com a CAPES a concessão de 164 bolsas para os 12 cursos de Mestrado e um Doutorado da UFMT, na qual 82 seriam financiadas pelo Estado e 82 pelo Governo Federal.

Durante a reunião ficou acertado que a Fapemat vai apresentar em breve uma proposta de banco de dados sobre os pesquisadores mato-grossenses. “Com essas informações será mais fácil para o gestor tomar decisões, pois ele saberá, por exemplo, quem pesquisa o que e onde encontrar essa pessoa”, disse Flávia Nogueira. As discussões apresentadas na reunião desta terça-feira serão enviadas aos membros do CECIT, em conjunto com as sugestões colhidas durante os seminários regionais realizados no interior do Estado, e a versão atual do Plano Estadual de Ciência e Tecnologia, aprovada em 2003. A aprovação final do Plano Estadual de Ciência e Tecnologia será votada pelo Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia no dia 22 de julho.