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Comunidade acadêmica da UFMT defende retomada imediata das obras do hospital universitário em Cuiabá

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O vice-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso, professor Evandro Soares, afirmou que a retomada das obras do novo Hospital Universitário, na capital,  deve ocorrer a curto prazo. “Além de ampliar o atendimento, principalmente nas esferas de média e alta complexidade, o novo hospital exercerá um papel fundamental no tripé ensino, pesquisa e extensão, com a expansão das vagas no curso de Medicina e potencialidade de ofertas de novos cursos na área da saúde. O principal avanço obtido nesta oportunidade foi a construção dessa agenda, um passo fundamental para a continuidade desse processo”, observou, durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa. Estudantes, técnicos-administrativos e professores participaram dos debates e encamparam, de forma conjunta, a luta pela continuidade da construção do hospital, cujas obras estão paralisadas.

Foi sinalizado o agendamento de uma reunião entre a presidência da Assembleia, a reitoria da UFMT e o governo do Estado buscando a definição de aporte financeiro para a contratação de uma empresa que elaborará e gerenciará os projetos técnicos de retomada das obras, com o fim de elaborar o edital de licitação. A perspectiva é de que o encontro aconteça já na próxima semana.
 
Representando a Secretaria de Estado de Cidades (Secid), o presidente da Comissão de Retomada das Obras, Adelmo Daniel de Barros, reforçou a necessidade de atualização dos projetos, relacionando adequações que precisam ser efetuadas. “No cenário atual, a contratação de uma empresa de consultoria e gerenciamento de projetos é imprescindível para assegurar a continuidade da obra”, afirmou.

O Ministério Público Federal em Cuiabá vem cobrando medidas do governo estadual para serem sanadas falhas e a obra ser retomada e concluída. O MPF vem mediando diálogo entre Governo do Estado e a Universidade Federal de Mato Grosso. Foram apresentadas 11 recomendações aos envolvidos no convênio, dentre elas revisão dos projetos, documentação com garantias de dotação orçamentária e revisão dos valores para construção do complexo hospitalar e precauções para a realização de uma licitação competitiva. “Estamos estabelecendo essa reunião para que futuramente não venha ocorrer com Hospital Júlio Müller, o que ocorreu com o Hospital Nefrológico, no qual foram perdidos recursos federais destinados à obra”, disse, anteriormente, a procuradora Vanessa Zago.

Em uma das mais recentes reuniões, a reitora Myrian Serra se posicionou defendendo que a instituição já cumpriu com mais do que foi estabelecido no convênio firmado com o Estado em 2011, desembolsando os R$ 60 milhões previstos inicialmente da parte federal. O convênio na época fixava o valor do hospital em R$ 120 milhões, sendo 50% do Governo estadual e a outra metade da UFMT, via recursos da União. “Nesse tempo todo perdemos, além do uso correto do dinheiro público, o espaço para o hospital universitário que serviria para dar uma formação de qualidade aos alunos”, afirmou.

O complexo está sendo edificado no km 16 da rodovia Palmiro Paes de Barros, que liga a Capital a Santo Antônio de Leverger (32 km de Cuiabá).

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