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Indústria de Mato Grosso cresce em 2026 acima da média nacional, aponta pesquisa

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

A produção industrial de Mato Grosso cresceu 3,5% entre janeiro e maio de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e compilada pelo Observatório de Mato Grosso do Sistema Fiemt. O resultado coloca o estado acima da média nacional, que registrou alta de 1,4% no período.

No ranking nacional, Mato Grosso aparece entre os cinco estados com melhor desempenho no acumulado do ano, atrás apenas de Espírito Santo (21,9%), Pernambuco (14,9%), Rio de Janeiro (7,8%) e Mato Grosso do Sul (5,3%). O crescimento da indústria mato-grossense foi impulsionado principalmente pelos segmentos de fabricação de produtos minerais não metálicos, que avançou 23,9%, refino e biocombustíveis (10,0%) e fabricação de produtos alimentícios (2,6%).

Para o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, o desempenho confirma a capacidade da indústria mato-grossense de manter uma trajetória de crescimento sustentada pelos setores estratégicos da economia estadual. “Mato Grosso segue entre os estados com melhor desempenho industrial do país. Esse resultado demonstra a força da nossa agroindústria e dos segmentos ligados aos biocombustíveis e à transformação, além de reforçar a importância dos investimentos em inovação, infraestrutura e qualificação para ampliar a competitividade da indústria mato-grossense”, destacou.

Entre os produtos que mais contribuíram para o resultado positivo estão resíduos da extração de soja, óleo de soja refinado, suplementos para alimentação animal, álcool etílico, corretivos de acidez do solo, massa de concreto, misturas betuminosas fabricadas com asfalto ou betumes e clínquer.

Na comparação entre maio de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, Mato Grosso também apresentou crescimento de 1,3% na produção industrial, figurando entre os cinco estados com desempenho positivo no período. Já em relação a abril deste ano, houve retração de 3,2%, movimento que acompanhou a volatilidade observada em parte dos estados pesquisadas pelo IBGE.

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