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Chefes de Ministérios Públicos reúnem-se em MT para fortalecer combate a crimes

“É a união de todos segmentos que querem combater o crime organizado,aproximação e fortalecimento dos Ministérios Públicos: Federal, Estaduais, Militar e do Trabalho junto com as polícias,Executivo,entre outros, para que possamos trocar experiências, unificar estratégias, conhecimentos, traçarmos metas”, disse o Procurador-Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso, Paulo Roberto Jorge do Prado, na abertura da 12ª Reunião Ordinária do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas.

Durante dois dias, semana passada, os representante dos MP´s, em grupos com vagas limitadas, fazem uma reflexão sobre o momento difícil que o país vive, com o fortalecimento e, infelizmente, ramificações do crime organizado.

“Aqui, é um momento de trabalho, de estudo para sermos mais eficazes e repensar algumas atividades para que a sociedade saia fortalecida”, enfatizou Paulo Prado. Ele concorda que se todas as instituições se reunirem, priorizarem e decretarem tolerância zero, todos nós direcionarmos esforços contra o crime organizado, com certeza a realidade seria outra”, reiterou o procurador-geral.

O sub-procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Sul, Mauro Henrique Renner, presidente do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas defendeu um combate mais efetivo a respeito do uso de combustíveis adulterado, lavagem de dinheiro e criminalidade organizada no próprio sistema penitenciário.

Na esfera do Trabalho, Renner chamou à atenção para a importância do combate ao tráfico de mulheres e de pessoas em geral e contra a prostituição infanto-juvenil.

E reitera informações sobre as mudanças do perfil do criminoso. “Hoje é de alto poder aquisitivo, com representatividade, que corroem a estrutura do Estado, justamente por praticar crimes de alta repercussão e de alta danosidade para a sociedade, causando um prejuízo econômico muito mais intenso de que qualquer outro agente”,alertou Renner.

Para o promotor de Justiça, Mauro Zaque, o Brasil ainda não tem uma estrutura para combater às organizações criminosas, daí a importância da ação conjunta. Fazer com que o crime não compense foi também destacado pelo secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto que condenou veementemente os prejuízos causados pela pirataria na produção intelectual em todo o território nacional.

E os delitos e contravenções que caracterizam a “lavagem de dinheiro” foram abordados na palestra do doutor em Direito Internaciona pela USP, Antenor Pereira Madruga Filho,advogado da União e diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e de Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça