domingo, 14/julho/2024
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Cerca de 100 mil pessoas devem visitar cemitérios de Cuiabá

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A tradição de rezar pelos entes queridos que já morreram deve levar mais de 100 mil pessoas aos 34 cemitérios da Capital hoje, dia de Finados. A data é celebrada por cristãos há séculos e, todos os anos, a Igreja Católica prepara uma programação especial de missas para celebrar a vida eterna. Frei Alceu Boniatti afirma que, mesmo diante da tristeza causada pela saudade dos que já se foram, o dia 2 de novembro deve ser movido pela esperança. "Esperança de que a morte é apenas um parto para a vida eterna. Por isso, é o momento de refletirmos sobre a nossa vida e o que estamos fazendo pelo próximo".

A oração pelos falecidos, segundo ele, é um ato de solidariedade, grande exemplo deixado por Jesus Cristo e que deve ser seguido por todos que querem alcançar a vida eterna. "A oração não tem hora e nem lugar, ela nunca chega tarde. Rezar pelos outros é um ato de solidariedade e, quando rezamos pelos falecidos, estamos pedindo para que Deus acolha eles na eternidade".

O padre lembra ainda que, para muitas pessoas, a data promove uma reflexão sobre as ações praticadas em vida e quais mudanças são necessárias para uma vida melhor. "As pessoas lembram dos que já foram e, muitas vezes, percebem que poderiam ter sido melhores, que deixaram de fazer muitas coisas. Então, é um momento para refletir como ser melhor, mais justo e não ser escravo dos bens em terra, pois nada será levado daqui".
Todos os anos a aposentada

Domingas da Silva, 64, vai ao cemitério no dia de Finados. Neste, ela preferiu ir um dia antes para fugir do tumulto. Ascendeu elas no pé da Cruz e no túmulo de duas amigas. "É neste momento que lembramos dos que já passaram pela nossa vida e quem ainda está conosco. Rezo por todos".

Somente no cemitério da Piedade, o mais antigo de Cuiabá, estão enterradas 11 mil pessoas. Segundo o administrador Sales Lourenço, mais de 20 mil visitantes são esperados. Porém, o movimento já começou na segunda-feira e, nesta quinta muitos foram até o local para limpar e preparar as sepulturas.

A professora aposentada Venina Pedrosa de Amorim Campos, 65, foi uma delas. Levou um vaso de flor e velas para ascender no jazigo onde estão enterrados os pais, o marido e um casal de irmãos. Ela conta que faz isso várias vezes ao ano e que o momento não é de tristeza, mas sim de alegria por acreditar que todos estão em um lugar melhor. "São pessoas que foram importantes em nossa vida e sentimos saudades. Mas ainda espero encontrá-las depois que eu também me for".

Aos 82 anos, Abel de Oliveira foi ascender uma vela para o pai, também enterrado no cemitério da Piedade. Ele conta que dedica este dia para ir visitar o túmulo e ascender velas para que os falecidos encontrem a luz eterna. "Rezo por todos os antepassados. Hoje vim aqui e amanhã vamos visitar outros entes queridos em outro cemitério".

Frei Alceu explica que ascender velas nesta data é um ato muito antigo. Para os cristãos, é o desejo de que aqueles que já partiram encontrem a luz, que é Jesus. "Na vida eterna encontramos Jesus e também passamos a ser luz. Por isso este gesto".

Ele lembra ainda que, apesar de ser uma data dedicada aos mortos, as pessoas podem fazer suas eezas em qualquer
data e em qualquer lugar, que serão atendidas.Para evitar isso, equipes estarão orientando os visitantes para tomarem alguns cuidados. "Vamos orientar as pessoas para colocar areia nos vasos de flores e não deixar objetos que acumulem água e nem lixo jogado no chão. Até compramos um pouco de areia para garantir que nenhum vaso fique com água".

O mesmo trabalho será feito nos outros cemitérios municipais por agentes de endemias. O diretor Marcos Aurélio da Costa Lopes também garantiu que será feita distribuição de água durante todo o dia, devido às altas temperaturas. Tendas também foram montadas para as celebrações e a recomendação é que as pessoas usem protetor solar, sombrinhas, bonés ou chapéus para se protegerem do sol.

O trânsito em frente aos locais onde é esperado um maior número de pessoas será controlado pela Secretaria Municipal de Trânsito. Algumas vias podem ser interditadas parcialmente, o que exigirá atenção por parte dos condutores.

Professora Venina leva flores e velas para jazigo onde estão pais, marido e irmãos e diz que é um momento de alegria por acreditar que todos estão em um lugar melhor
rezas em qualquer data e em qualquer lugar, que serão atendidas.

Para evitar isso, equipes estarão orientando os visitantes para tomarem alguns cuidados. "Vamos orientar as pessoas para colocar areia nos vasos de flores e não deixar objetos que acumulem água e nem lixo jogado no chão. Até compramos um pouco de areia para garantir que nenhum vaso fique com água".

O mesmo trabalho será feito nos outros cemitérios municipais por agentes de endemias. O diretor Marcos Aurélio da Costa Lopes também garantiu que será feita distribuição de água durante todo o dia, devido às altas temperaturas. Tendas também foram montadas para as celebrações e a recomendação é que as pessoas usem protetor solar, sombrinhas, bonés ou chapéus para se protegerem do sol.

O trânsito em frente aos locais onde é esperado um maior número de pessoas será controlado pela Secretaria Municipal de Trânsito. Algumas vias podem ser interditadas parcialmente, o que exigirá atenção por parte dos condutores.

A aposentada Terezinha Fontes de Oliveira, 64, conta que visita a sepultura dos pais, da filha e do marido várias vezes ao ano. É a maneira que ela encontra para confortar o coração e lidar com a saudade. "Quando dá vontade eu venho aqui, faço minhas orações, ascendo as velas. Para mim é importante e assim também peço para que eles descansem em paz".

Preparação – O diretor da Central de
Serviços Funerários, Marcos Aurélio da Costa Lopes, afirma que serviços de limpeza foram feitos nos 34 cemitérios da Capital. A maioria deles localizada na zona rural. Apenas 9 estão na cidade. O movimento maior deve ocorrer no Parque Bom Jesus, que é privado, onde estão sepultadas cerca de 45 mil pessoas.

Entre os municipais, os cemitérios da Piedade, Porto e Coxipó da Ponte são os maiores. "Os 3 são geridos pelas empresas concessionárias dos serviços funerários de Cuiabá, que providenciaram a limpeza e estruturação dos espaços para receber os visitantes nesta sexta-feira".
Segundo o gerente Sales Lourenço, nas 3 unidades será servido café da manhã e água para os visitantes. Uma das maiores preocupações apontada por ele é a colocação de vasos nos jazigos, que se tornam propícios criadouros do mosquito da dengue.

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