PUBLICIDADE

Cáceres: prefeitura tem que garantir acessibilidade em prédios públicos

PUBLICIDADE

Com o objetivo de garantir o cumprimento das normas de acessibilidade nos prédios públicos ou de uso coletivo e nos equipamentos urbanos em Cáceres, o Ministério Público Estadual ingressou com ação civil pública contra o município. Na ação, o MPE requer a adequação imediata de todos os prédios de uso coletivo às normas de acessibilidade estabelecidas em Lei Federal.

De acordo com o promotor Douglas Lingiardi Strachicini, o Ministério Público vem, desde 2007, tentando sensibilizar o Poder Executivo a adotar as providências necessárias para viabilizar o atendimento e acessibilidade das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A primeira medida adotada pela Promotoria de Justiça, no âmbito extrajudicial, foi a expedição de notificação à administração municipal, mas as recomendações não foram cumpridas.

Consta na ação, que o Ministério Público também encaminhou ao Poder Executivo proposta de um Termo de Ajustamento de Conduta, na tentativa de resolver o problema, mas as discussões não avançaram. O Plano Diretor do município foi aprovado sem nenhuma previsão relacionada à acessibilidade. "Isso demonstra o total descaso com que o tema vem sendo tratado ao longo dos anos pelos gestores públicos locais, completamente omissos no cumprimento de determinações de estirpe Constitucional e repisadas por Lei e Decreto federal regulamentadores", destacou o promotor de Justiça, em um trecho da ação.

Segundo ele, a omissão municipal em relação ao tema vem causando graves prejuízos para parcela significativa da população. De acordo com o Censo do IBGE de 2010, o município de Cáceres possui 87.942 habitantes, distribuídos entre as zonas urbana e rural. Dessa população, cerca de 31 mil pessoas possuem algum tipo de deficiência física, visual, auditiva e de outros tipos. "Diante desse elevado número de cidadãos cacerenses com alguma deficiência, a ausência de planejamento do município para atendê-las com igualdade apresenta-se como uma grave afronta aos direitos humanos", destacou o promotor de Justiça.

Conforme o MPE, além da obrigação no que se refere à adequação dos prédios, dos meios de transporte público coletivo às normas de acessibilidade, o município tem o dever de fiscalizar o cumprimento dessas normas pelos particulares. Daí a importância do planejamento das intervenções urbanísticas para garantir a promoção dos direitos das pessoas com deficiência.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Enfermeira denuncia suposto assédio sexual em unidade de saúde de Sorriso

Uma enfermeira de Sorriso apresentou hoje uma denúncia de...

Espetáculo Paixão de Cristo será nesta sexta em Sinop

A apresentação do espetáculo “Paixão de Cristo”, realizada pelo...

Colíder: inscrições para seletivo da prefeitura começam na próxima 2ª

As inscrições do processo seletivo para a contratação temporária...
PUBLICIDADE