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Bispo de Sinop é convocado para participar do ‘Sínodo para Amazônia’ com Papa Francisco no Vaticano

O bispo de Sinop e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na regional Oeste II, em Mato Grosso, Dom Canísio Klaus é um dos convocados pelo Papa Francisco para participar do ‘Sínodo para Amazônia’, que começa domingo e seguirá até o dia 25. Além dele, foram convocados outros 183 bispos de nove países que compõem a Pan-Amazônia, Colômbia, Peru, Venezuela, Equador, Bolívia, as Guiana Inglesa, Guiana Francesa, Suriname, além do Brasil.

De acordo com dados da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), o Sínodo para Amazônia foi uma resposta do Papa Francisco à realidade da Pan-Amazônia. Segundo Papa Francisco o objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, “especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”.

Dentre as várias temáticas que serão estudadas e aprofundadas no processo sinodal, está em pauta o “rosto dos povos da Amazônia” que representam uma rica diversidade sociocultural nesta realidade em que, dadas as proporções geográficas, é uma região gigantesca onde vivem povos e culturas diferentes que ocupam a região com modos de vida distintos. Todos os dias, retiram das águas o peixe nosso de cada dia sem excessos ou desperdícios, somente o necessário para alimentar suas famílias com o pescado oferecido generosamente pela natureza das águas que ainda o produz em abundância. Mas, toda essa riqueza natural está em risco mediante a exploração desmedida das grandes corporações econômicas.

Também terá lugar no debate do sínodo o camponês e sua família que se apropria e utiliza os recursos naturais da várzea, tendo como pano de fundo o contínuo e cíclico movimento de seus rios. Entretanto, os ribeirinhos, pescadores da Amazônia, também conhecidos como camponeses das várzeas, sofrem com a presença dos pescadores comerciais, predadores dos recursos que já se tornaram escassos em determinadas regiões.

Os povos da floresta, camponeses da terra firme, nas suas mais diversificadas categorias, extrativistas e coletores por excelência, sobrevivem do que a terra e a floresta lhes dá generosamente. São os agricultores familiares que cultivam pequenas porções de terras com técnicas tradicionais ancestrais classificadas como agroecologia familiar por corresponder a um modo de vida de inter-relação e interdependência com a terra e a natureza. Esses povos cuidam da terra e a terra cuida deles na mesma proporção.

A realidade das cidades dos nove países que compõem a Pan-Amazônia, com seus desafios e perspectivas também serão abordadas no sínodo. As cidades da Amazônia têm crescido muito rapidamente e recolhido muitos migrantes deslocados de forma compulsória, empurrados para as periferias de grandes centros urbanos que avançam floresta adentro.

Só Notícias/Cleber Romero (foto: Só Notícias/arquivo)