
“O que tem ocorrido, desde o início, é que poucos respeitaram a ordem de saída dos passeios públicos. Já fizemos uma cobrança no setor de fiscalização, mas não obtivemos respostas. Vários vendedores voltaram a ocupar os mesmos pontos e nós estamos aqui cumprindo com a ordem do Ministério Público. A regra deveria ser para todos e não apenas para alguns. Nós respeitamos e queremos saber porque não há essa fiscalização pela prefeitura. Essa falta de respeito prejudica toda a categoria. É necessário ter uma fiscalização contínua e nós não temos ninguém para recorrer ou denunciar”, disse.
A vendedora de salgados Joana Roberta, disse, ao Só Notícias, que o retorno dos ambulantes é por falta de fiscalização. “Nós trabalhávamos em um local e o dia que passou a fiscalização fomos retirados. No mesmo dia, iniciamos em um lugar indicado pela secretaria de Indústria e Comércio. Tem que ocorrer fiscalização para cumprir a ordem. Estão todos ocupando os mesmos lugares e não há ninguém para fiscalizar. Nós fomos retirados dos pontos, mas não voltamos e estamos sendo prejudicados com isso”.
Conforme Só Notícias já informou, no dia 28 de março em cumprimento da determinação do Ministério Público, a prefeitura iniciou a retirada dos trabalhadores ambulantes e também dos vendedores de comida que atuavam de forma irregular, ocupando as calçadas e espaços públicos da cidade. Três meses depois alguns desses ambulantes voltaram a ocupar seus antigos locais. Em abril, os vereadores criaram um projeto de lei que previa a regularização do trabalho. Inicialmente, o projeto foi apresentado pelo vereador Luciano Chitolina, mas foi tirado de pauta para ser reformulado, tornou a ser apresentado à câmara como autoria de todos os vereadores, recebeu parecer negativo do jurídico e foi retirado em definitivo de votação.
Outro lado
A assessoria de impressa da prefeitura informou, ao Só Notícias, que fará o levantamento das informações e se posicionará nas próximas horas.


