PUBLICIDADE

Alimentos encarecem até 252% após greve dos caminhoneiros em Mato Grosso

PUBLICIDADE

Alimentos perecíveis até 252,9% mais caros e gás de cozinha com alta de 21% foram verificados em Mato Grosso, ontem, 4º dia da paralisação dos caminhoneiros e empresas transportadoras de cargas. Caminhões deixaram de carregar produtos e aqueles em tráfego foram parados pelos profissionais desde a segunda-feira, início dos protestos em todo o país. Em Mato Grosso, os pontos de bloqueios rodoviários continuam. Hoje, são 26 pontos bloqueados.

A paralisação dos caminhões esvaziou o Terminal Atacadista de Cuiabá, central de abastecimento de frutas, legumes e verduras e que supre a demanda dos varejistas nos 141 municípios do Estado. Sem produtos para vender e à espera dos caminhões carregados que estão parados em diversas regiões do país, comerciantes reforçaram o protesto iniciado pelos transportadores de cargas.

De acordo com a presidente do Terminal Atacadista, Marilda Fátima Giraldelli, o local acomoda 220 pontos de revendas de hortifruti, sendo que 70% fecharam as portas por falta de produtos. “Não tem laranja, batata e até tomate está acabando. Sobrou um pouco de algumas frutas importadas. Mas, somos favoráveis ao protesto. Tem que mudar essa situação de imposto alto, falta de segurança e desemprego para maioria da população, enquanto alguns poucos enriquecem”.

O fornecimento de alimentos para os clientes do comerciante Jonas Garcia da Silva Júnior era assegurado com a frota de 15 caminhões, atualmente parados. “Despacho carregamentos para a região do Araguaia e para o Norte de Mato Grosso, mas tenho caminhões carregados e parados há 4 dias no Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná”. Com isso, os produtos que estavam disponíveis no box atacadista mais que dobraram de preço. Cotação realizada no local aponta que a batata foi o alimento que mais encareceu, com alta acumulada de 252,94% em menos de uma semana, ao passar de R$ 85 (50 kg) para R$ 300. Outros itens com altas expressivas nos últimos 5 dias são tomate e cebola.

No atacado, o saco de 20 kg do tomate dobrou de R$ 65 para R$ 130. Da mesma forma, a cebola encareceu em 38,4% e o saco de 20 kg chega a R$ 90, ante R$ 65 no início da semana. Entre as frutas, destaca-se como item mais caro no momento a laranja, com o saco de 15 kg vendido a R$ 48 atualmente, enquanto na segunda-feira custava R$ 25 na central atacadista.

O presidente da Associação Matogrossense dos Atacadistas e Distribuidores (Amad), João Carlos Sborchia, complementa que os veículos carregados com produtos diversos em deslocamento para Mato Grosso não conseguem chegar ao destino final e aqueles que tentam remeter os itens para o interior também não seguem devido aos bloqueios rodoviários. Conforme ele, a paralisação das rodovias provoca apreensão porque os distribuidores têm produtos estocados, mas não conseguem entregá-los. “Ainda não foi feito reajuste nenhum. Estamos aguardando. Fatalmente não havendo diminuição no preço dos combustíveis teremos aumento dos outros produtos, porque será preciso repassar”.

A falta no atacado já reflete no varejo, segundo a Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat). Itens como carnes e verduras estão em falta em alguns estabelecimentos no Estado. A entidade não informou em quais municípios foram identificadas a escassez de alimentos. Quanto ao reajuste de preços, foram observadas alterações nos valores da batata e tomate.

Em Cuiabá, o botijão de 13 kg do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) encontrado por até R$ 95, agora chega a custar R$ 115, variação de 21,05%.

Segundo o Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás (Sinergás) em Mato Grosso, algumas distribuidoras já não têm mais GLP para repassar às revendas e a previsão é zerar os estoques ainda hoje. Por enquanto, a orientação do Sinergás é no sentido de manutenção dos preços do GLP, afirma o presidente da entidade, Alan Rener Tavares.

Em mais uma ação contra a alta no preço do óleo diesel, cerca de 350 caminhoneiros saíram em carreata do ponto de concentração no Distrito Industrial de Cuiabá e percorreram a cidade até o Centro Político e Administrativo para uma reunião com o governador Pedro Taques (PSDB) para reivindicar mudanças na tributação sobre os combustíveis.

No Palácio Paiaguás, os manifestantes reclamaram que o governador só os receberia se dessem os celulares para que a reunião não fosse gravada. Insatisfeitos com o pedido, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Mato Grosso (Sindmat), Eleus Vieira de Amorim, e os demais manifestantes não participaram da reunião. Segundo o Gabinete de Comunicação do Governo de Mato Grosso uma reunião foi agendada para a próxima segunda-feira. A categoria nega.

A Secretaria de Estado de Fazenda (sefaz), aponta que a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o óleo diesel é de 17%, de 25% para a gasolina e de 12% para os biocombustíveis. O etanol hidratado tem alíquota de 10,5% e o anidro é diferido, com cobrança junto com a gasolina.

A Pasta informa ainda que a venda de combustíveis em Mato Grosso é tributada com base no Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF). É sobre esse valor médio praticado pelo mercado que incide a cobrança do ICMS. “A Sefaz esclarece ainda que o setor que compõe a cadeia de combustíveis não será onerado com a criação do Fundo Emergencial de Estabilização Fiscal (FEEF), pois não contribuirá com o mesmo, conforme prevê o projeto de lei elaborado pelo executivo.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Lei seca em Mato grosso tem 10 condutores presos por embriaguez

Dez condutores foram presos por embriaguez ao volante durante...

Incêndio em parque florestal é extinguido pelos bombeiros em Mato Grosso

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso extinguiu,...

Secretaria realiza ação social e entrega de cestas básicas em Mato Grosso

A secretaria estadual de Assistência Social e Cidadania (Setasc)...

Governo entrega mais de R$ 2 milhões em maquinários para Sinop, Nova Ubiratã e outras 11 cidades

A secretaria estadual de Agricultura Familiar (Seaf) entregou, cerca...
PUBLICIDADE