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Vídeo: governo e Assembleia firmam parceria para recuperar estádio em Cuiabá

O  Governo do Estado e a Assembleia Legislativa decidiram firmar uma parceria para reformar o estádio do Dutrinha, em Cuiabá, numa reunião com os principais representantes do futebol de Mato Grosso. O objetivo é voltar a ocupar o espaço com jogos de menor porte, desonerando os clubes das despesas para realizar partidas na Arena Pantanal. Também foram discutidas melhorias para que a arena receba jogos dos campeonatos da série A. A intermediação do acordo será feita pelos deputados Baiano Filho (PSDB) e Max Russi (PSB), que participaram da discussão.

“Havia um fosso entre o futebol de Mato Grosso e o governo do Estado, mas esse fosso acabou hoje. Queremos que esse diálogo seja constante”, afirmou o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que reuniu as secretarias de Cidades e Gestão para conversar com dirigentes esportivos e deputados no Palácio Paiaguás, ontem.

O resultado do encontro foi comemorado pelos clubes. “A reunião foi muito proveitosa. O governo está sensível. Já conseguimos a verba para a reforma do Dutrinha. Grandes jogos virão para Cuiabá. O torcedor mato-grossense pode ficar tranqüilo”, disse o presidente da Federação Mato-grossense de Futebol, João Carlos Oliveira Santos.

Acompanhado do ex-prefeito de Cuiabá e locutor esportivo Roberto França e de representantes do Mixto, Operário, Cuiabá, Dom Bosco e Mato Grosso Esporte Clube, o presidente da federação questionou o governo sobre os laudos de segurança, combate a incêndio, vigilância sanitária e engenharia da Arena Pantanal. A documentação é necessária para que o estádio receba grandes jogos.

O secretário de Cidades, Eduardo Chiletto, garantiu que todas as medidas estão sendo tomadas para a adequação. “As catracas estarão funcionando dentro de 60 dias. Antes disso, vamos sentar com o Judiciário, Ministério Público e Secretaria de Segurança para ver como viabilizar a liberação das catracas para mais de 10 mil pessoas.”

O superintendente da Defesa Civil, coronel Abadio José da Cunha Júnior, expôs a complexidade da gestão do estádio e ressaltou que a Arena Pantanal é a única no Brasil a não cobrar pelo uso. Ele anunciou que, a partir de abril, a administração do espaço ficará a cargo da Superintendência de Patrimônio da Secretaria de Gestão.

Já os times falaram das dificuldades que enfrentam com o pagamento de encargos necessários à realização de jogos, como a taxa de segurança. A federação calcula ter gasto R$ 77 mil nos 23 jogos realizados este ano na arena.

Além disso, novas regras deverão gerar mais despesas aos clubes, como a exigência de contratação de ambulâncias e médicos não apenas para o campo, mas para a torcida. Um dos dirigentes do Operário exemplificou citando uma partida recente em que o clube desembolsou R$ 10 mil para jogar e saiu com prejuízo de R$ 6 mil, descontados outros gastos e a renda do jogo.

O governo vai solicitar que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) analise a possibilidade de isenção de algumas taxas na Arena Pantanal.