quinta-feira, 29/fevereiro/2024
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Libertadores: Atlético-PR enfrenta o São Paulo hoje no 1° jogo da final

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Até que o uruguaio Jorge Larrionda apite o início da primeira final, hoje, às 21h45, no estádio Beira-Rio, a disputa entre Atlético-PR e São Paulo já terá passado por muitos desdobramentos nos bastidores. A briga e a derrota do time paranaense, que foi obrigado a mandar o jogo de ida fora do seu Estado, criou um clima de confronto entre Davi e Golias que não está agradando os são-paulinos.

“O São Paulo apenas cumpre o regulamento. Dentro de uma sanidade mental, não havia como uma entidade séria autorizar o jogo na Arena da Baixada um dia antes da data”, opina Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do São Paulo, descartando qualquer favorecimento ao Tricolor.

O dirigente são-paulino também não aceitou a “pose de coitadinho”, adotada pelo Atlético-PR, que se planejou mal para levar o jogo para a Arena da Baixada e mostrou pouca influência na Conmebol. Além de torcedor do São Paulo nos tempos em que morou no Brasil, o presidente da Confederação Sul-Americana foi homenageado pelo clube do Morumbi no início da competição. “Eu vejo o Atlético como um time grande. O São Paulo só é maior pela história. Este é um campeonato entre times. Não é um campeonato de tradição. Qualquer um pode ganhar”, disse Marco Aurélio, rejeitando o favoritismo.

No Paraná, a tentativa de aprovação da Arena da Baixada para o primeiro jogo da final se tornou uma dramática novela, que deixou em segundo plano um simples detalhe: o próprio jogo. Em resposta às insinuações de que o São Paulo estaria sendo privilegiado pela Conmebol, a diretoria paulista lembrou que o Paraná, graças ao presidente da federação Onaireves Moura, e o Atlético-PR são “afilhados e não apenas afiliados” à CBF, que tentou ajuda-los na batalha de bastidores. “Aqui no São Paulo não tem nenhum bobo, mas o Atlético está longe de ser vítima nesta história”, opinou Marco Aurélio Cunha.

Na contramão do pensamento de Cunha, o presidente do Furacão, João Augusto Fleury da Rocha, credita justamente à falta de apoio da CBF sua derrota no plano político. Segundo ele, a Conmebol apenas não referendou a Arena porque a entidade brasileira se omitiu no caso.

“A Conmebol é um órgão que administra e organiza a competição. Mas não é competência deles verificar obras e liberar o estádio. Nós dissemos que iríamos jogar na Arena, mas como a CBF não bancou essa história, não foi possível reverter a decisão”, disparou o dirigente atleticano, que preferiu não entrar em polêmica com a diretoria são-paulina, que insinuou uma tentativa do clube paranaense fazer “pose de coitadinho”. “Apenas lutamos pelos nossos direitos”, completou.

O presidente paranaense também contestou o argumento utilizado pela diretoria são-paulina e pela Conmebol de que as obras feitas às pressas – para criar o que o clube paulista qualificou de “puxadinho” – poderiam comprometer a segurança. “O Atlético não agiu de uma maneira insana. Nós trabalhamos tão somente para termos o jogo em nosso estádio”, afirmou.

Em campo, o técnico Paulo Autuori ainda mantém mistério sobre a equipe que enfrentará o Atlético Paranaense. Durante os treinos da semana, o treinador demonstrou estar disposto a seguir com três zagueiros e ainda promover a volta de Cicinho para a lateral direita, deixando o meia Souza no banco de reservas.

No entanto, durante a entrevista coletiva desta terça-feira, o técnico acabou admitindo que poderá mudar o esquema tático do Tricolor para o 4-4-2. Como Souza se destacou nas partidas contra o River Plate, Autuori reconhece a possibilidade de mantê-lo e sacar o zagueiro Alex.

Pelos lados paranaenses, o técnico Antonio Lopes também tenta criar um certo mistério, embora a escalação do Furacão seja dada como certa: o mesmo time que enfrentou o Chivas, em Guadalajara.

No último treino em Curitiba, o treinador impediu o acesso da imprensa com o objetivo de esconder suas opções táticas. A única dúvida para o jogo é o atacante Aloísio, que se recupera de uma contusão muscular na parte posterior da coxa.

Ficha Técnica

ATLÉTICO-PR: Diego; Jancarlos, Danilo, Durval e Marcão; Cocito, Alan Bahia, Fabrício e Fernandinho; Lima e Aloísio. Técnico: Antônio Lopes.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Alex (Souza); Cicinho, Josué, Mineiro, Danilo e Júnior; Luizão e Amoroso.
Técnico: Paulo Autuori.

Local: Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: Hoje
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)
Assistentes: Fernando Cresci e Walter Rial (ambos do Uruguai

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