O Flamengo entrou em campo nesta quinta-feira para enfrentar o Independiente Medellín, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Atanasio Girardot. Entretanto, com apenas dois minutos de bola rolando, a partida teve que ser interrompida por conta de atos de hostilidade praticados pela torcida colombiana, que atirou bombas e objetos no campo, além de depredar estruturas do estádio. Cerca de uma hora e meia após a interrupção, foi anunciado o cancelamento da partida.
A revolta dos torcedores do Medellín já era um tema que preocupava as autoridades da Conmebol antes do jogo. O clube atravessa uma forte crise e a ameaça de confusões no estádio já existia. Após seis minutos do início da partida, o árbitro Jesús Valenzuela ordenou que os jogadores de ambas as equipes retornassem aos vestiários.
Segundo o regulamento da Conmebol, em caso de suspensão definitiva por responsabilidade do Independiente Medellín, o regulamento aponta para uma definição de W.O a favor do Flamengo, o que significaria um resultado de 3 a 0 e vitória do time brasileiro.
Em meio a uma instabilidade geral, o Independiente de Medellín passou por uma troca de treinador após a goleada sofrida pelo Flamengo, de 4 a 1, no Maracanã, do dia 16 de abril. Após Alejandro Restrepo ser substituído de maneira interina por Juan Sebastián Botero, ex-técnico do sub-20 da equipe, o time sofreu uma derrota por 2 a 1 para o Rionegro Águilas, no último domingo, e foi eliminado na fase de classificação do Campeonato Colombiano, na 11ª colocação.
Somado ao momento ruim em campo, o acionista majoritário do clube, Raúl Giraldo, foi visto respondendo torcedores e fazendo provocações após a eliminação no campeonato nacional. Na segunda-feira, Giraldo pediu desculpas publicamente e renunciou ao cargo de liderança no Medellín, o que não impediu os torcedores de prosseguirem com seus protestos na partida desta quinta, com a intenção de não deixar o jogo contra o Flamengo acontecer.
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