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Cuiabá pede para CBF bloquear receitas do Corinthians após novo atraso em pagamento

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

O Cuiabá entrou com um pedido na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para que sejam bloqueadas as receitas ou premiações que o Corinthians tenha a receber. O pedido se justifica em novo atraso na parcela referente à compra do volante Raniele, em 2024. A parcela venceu em junho e o Corinthians se comprometeu a pagar, mas não honrou o compromisso.

“O Corinthians assumiu compromisso processual específico, com data certa, depois de já ter deixado de cumprir o cronograma homologado. Ainda assim, novamente não pagou. A sequência de fatos revela conduta incompatível com a confiança excepcional que sustenta um plano coletivo: inadimplemento da obrigação original, pedido unilateral de postergação, promessa de pagamento perante esta Câmara e, por fim, descumprimento da própria promessa”, disse o Cuiabá, na petição.

No mês passado, o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, ironizou hoje a renovação encaminhada entre Corinthians e Memphis Depay. O principal motivo da crítica do dirigente mato-grossense se dá em razão da dívida que o clube alvinegro tem pela contratação de Raniele. “Eles continuam vivendo como se não estivessem devendo e não pagando”, disse Dresch, na ocasião.

O Cuiabá, atualmente, é o principal credor do acordo firmado pelo Timão na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). No momento, o Corinthians está sob transferência bancária imposto pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), após atrasar o pagamento da quinta parcela do acordo homologado na CNRD, no valor aproximado de R$ 8 milhões. Na avaliação da equipe mato-grossense, o Corinthians não age de boa-fé ao solicitar o afastamento da sanção após admitir que não conseguiria cumprir o pagamento no prazo.

O clube paulista informou que não teria condições de efetuar o pagamento da parcela do plano coletivo de pagamento a credores de julho. A diretoria do clube alvinegro pediu compreensão à CRND, alegando que pagou R$ 170 milhões em dívidas apenas em 2026 e argumentou que, por conta da disputa da Copa do Mundo e da consequente paralisação do calendário do futebol brasileiro, perdeu faturamento com a venda de ingressos, patrocínios e mídia digital.

Diante deste cenário, o Corinthians pediu para pagar conjuntamente as parcelas de 17 de julho e 17 de outubro até o dia 31 de agosto e, caso a punição fosse aplicada, que ela fosse derrubada assim que o pagamento conjunto seja efetuado. A manobra do Corinthians visa abrir brecha para que o departamento de futebol consiga registrar novos jogadores ainda nesta janela de transferências, que será fechada no dia 11 de setembro. Nos bastidores, o clube pretende ganhar algum respiro com uma decisão favorável da CNRD enquanto, simultaneamente, busca recursos para derrubar as duas outras punições aplicadas pela Fifa.

Principal interessado no plano de pagamento, o Cuiabá acionou a CNRD pedindo a rejeição dos pedidos do Corinthians e a manutenção do transfer ban. O clube mato-grossense argumenta que o atraso no pagamento não pode ser tratado como um episódio isolado, visto que o Corinthians voltou a descumprir o plano coletivo de credores. No ano passado, o clube do Parque São Jorge ficou três meses impedido de registrar novos jogadores pelo não cumprimento dos termos da CNRD.

Anteriormente, o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, afirmou que não conseguiria arcar com os direitos de imagem do elenco por conta do não recebimento dos valores devidos pelo Corinthians. Diante de cobranças de clubes, jogadores e empresários, o Corinthians firmou um plano coletivo de pagamento aos credores na CNRD. Homologado em abril do ano passado, o acordo prevê o pagamento de R$ 76 milhões. As parcelas foram divididas para quitação trimestral ao longo de seis anos. De cada parcela paga pelo Corinthians, 80% do valor é destinado ao credor principal do processo, enquanto os 20% restantes são utilizados para o pagamento dos honorários advocatícios.

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