Economia

Trabalhadores de madeireiras farão mais protestos no Nortão

O Siticom – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Madeireiras, Construção e Mobiliário- deverá estender, nos próximos dias, o protesto de trabalhadores para as cidades de Guarantã do Norte e Juína.

Segundo o presidente do sindicato, Vilmar Galvão, ainda não foi definida a data “mas o protesto vai acontecer com certeza”. Os trabalhadores já realizaram protestos na semana passada em Sinop (por 3 dias, houve manifestações na frente do Ibama, culminando com passeata e panelaço) e em Alta Floresta.

Foi entregue para a gerência do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recusos Renováveis) em Sinop, um documento com as reivindicações do setor.
Entre elas, está a liberação de planos de manejo para as indústrias madeireiras poderem retirar matéria-prima. É grande o número de demissões causados pela falta de toras para as madeireiras trabalharem e voltarem ao ritmo normal de produção, encerrando a fase de demissões. E ,com o início das chuvas, as demissões podem aumentar, visto que é o período em que são estocadas as toras para trabalhar nos próximos meses.

“Estamos buscando agora, através da nossa federação, por uma audiência com o governador Blairo e com a ministra Marina Silva. Senão houver resultados, vamos partir para um protesto em conjunto, nas três regiões: Alta Floresta, Sinop e Juína”, disse ele.
Galvão acredita que pelo menos na parte de preocupar as autoridades, o protesto surtiu efeito. “Recebi um telefonema da ABIM (Associação Brasileira de Inteligência) órgão ligado diretamente ao presidente da República, querendo saber quais eram nossas reivindicações, os números que dispomos sobre a situação. Vamos passar esse relatório para eles hoje”, explicou.