Economia

Sinop tem a taxa de água mais cara entre 3 cidades do Nortão

A taxa mínima de água aumenta progressivamente a cada ano, em todos os municípios, por causa do crescimento populacional e custo de operação. Desde dezembro de 2004 até junho de 2.005, em algumas cidades da região Norte de Mato Grosso, essa taxa aumentou uma média de 11,5%.

No município de Sinop a taxa aumentou 13% neste ano em relação ao ano passado, ou seja, em 2.004 as mais de 22 mil famílias que utilizam o serviço pagavam uma taxa mínima mensal de R$ 9,5 pelo uso de cada 10 mil litros de água e hoje estão pagando R$ 10,2.

Em Sorriso (80km de Sinop), onde são cerca de 10 mil casas que utilizam os serviços do Sistema de Água e Esgoto (SAE), o valor da taxa será reajustado em 6,5%, passando a custar R$ 10, a cada 10 mil litros de água. E em Lucas do Rio Verde (160km de Sinop), a taxa obteve um aumento de 15%. Sendo assim, os luquenses pagavam em 2004 R$ 6,37 por 10 mil litros de água e, este ano, estão pagando R$ 7,5 pela mesma quantidade.

Segundo o chefe do SAE em Sinop, Hildebrando França, o valor da taxa de água no município é maior que em Sorriso e Lucas do Rio Verde por causa do custo de operação que também é maior. “Temos que levar em conta o nosso custo operacional. Aqui nós trabalhamos com poço artesiano, ou seja, captamos água de subsolo, enquanto em outras cidades trabalha-se com a captação de água de rio. Por isso nossos custos são bem maiores”, disse ao Só Notícias.

Hildebrando afirmou ainda que, enquanto os gastos com folha de pagamento em Sinop giram em torno de R$ 400 mil/ano, os gastos com energia elétrica, que movem as bombas de águas, giram em torno de R$ 800 mil/ano.
“Gastamos o dobro com energia em relação a funcionários, sem contar o tratamento químico que utilizamos que também é diferente de outros municípios. E tem outras questões, como gasolina e o quadro de funcionários. Enquanto tenho 50 aqui para atender 22 mil casas, em outras cidades têm-se 10 para menos de 10 mil casas”, compara.

Só Notícias apurou que Sinop foi uma das únicas cidades da região Norte de Mato Grosso que ficou quase 8 anos sem reajuste na conta de água. De 1.994 a 2002 não houve aumento na taxa mínima de consumo.