Economia

Sinop: empresários farão carreata pedindo funcionamento até às 22h com consumo de bebidas alcoólicas

Os empresários e trabalhadores das empresas com atividade noturna (restaurantes, lanchonetes e demais) farão carreata nesta quarta-feira, a partir das 15h, com concentração na praça Padre João Salarini (Catedral) percorrendo diversas ruas e avenidas pedindo que as empresas podem funcionar até às 22h com liberação para venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos. A comercialização no local, foi proibida na última quinta-feira como medida para tentar frear a contaminação pela Covid, ainda que nos horários permitidos para funcionamento.

A ação conta com apoio da Associação de Bares, Restaurantes e Similares. De acordo com o presidente Marcelo Barão, a venda, que já havia caído drasticamente com as medidas impostas (com empresas funcionando até às 19h), praticamente zerou com a proibição de consumo de álcool no local.

“Será uma carreata simultânea com Cuiabá. O objetivo é pedir flexibilização e à venda de bebida alcoólica com reivindicação até às 22h. Essa proibição de consumo no local é mesma coisa de posto de combustíveis abrir, mas proibido de vender gasolina. Só filtro e lubrificante. O objetivo não é para chamar atenção de Ministério Público, prefeitura, câmara. É sensibilizar o governador (Mauro Mendes)”, disse, ao Só Notícias. O setor defende que o toque de recolher inicie as 22h (até o dia 4 continua sendo a partir das 21h)

De acordo com o procurador-geral da prefeitura, Ivan Schneider apesar de decisão da desembargadora Maria Helena, que acatou pedido do Ministério Público Estadual e decidiu que os municípios com risco muito alto de contágio da Covid deverão adotar quarentena obrigatória, Sinop se antecipou ao publicar o decreto atendendo as recomendações do governo do Estado e definido os serviços essenciais conforme regulamenta o governo Federal. Por isso, não ocorrerá mudanças no funcionamento das empresas já defendidas, no último sábado. Ontem, a presidente do Tribunal de Justiça decidiu que os municípios com risco muito alto de contágio da Covid deverão adotar quarentena obrigatória. 

“Quando foi publicado o decreto já era antecipadamente prevista essas possíveis manobras jurídicas. É lógico, que não poderia prever tudo, mas fomos precisos com pedido do prefeito (Roberto Dorner) para manter o equilíbrio entre a Saúde e Economia. O nosso decreto conseguiu se adequar as normas do governo do Estado, que desembargadora mandou os municípios seguirem. Ao mesmo tempo, já estamos atendendo com o funcionamento das atividades essenciais. Se o município não pode fazer classificação de atividades essenciais, o Estado não tem nenhuma norma com essa classificação, logo deve ser seguida a do governo Federal. Por isso, entendo que estamos atendendo integralmente a decisão da desembargadora”. 

 

 

Só Notícias/David Murba (foto: Só Notícias/arquivo - atualizada 20:50h)