
“O setor teve crescimento. Isso ocorreu devido ao câmbio e, principalmente, pela legalidade da madeira de Mato Grosso. Um grupo de japoneses veio conhecer nosso sistema. O mundo está comprando madeira da nossa região. Está mais legalizada e isso influencia diretamente no preço. Temos em média um aumento de até 15%”, explicou.
Kirsch citou que os principais clientes são Japão, Estados Unidos e a Índia que tem de destacado nos últimos meses. “Neste período, tivemos uma procura maior de compradores da Índia. Os principais produtos exportados são os deck e piso pronto. A madeira serrada de Itaúba, Angelim, Cumaru, Garapeira e Massaranduba também estão na preferência. O mundo tem visto a madeira do Estado com olhares diferentes devido ao respeito ambiental. Além disso, o aumento do dólar também favorece”.
Mato Grosso é o segundo maior produtor de madeira nativa do país, exportou 104,103 mil toneladas de produtos florestais nos primeiros cinco meses do ano, resultando em US$ 65,985 milhões. Os valores obtidos do sistema do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmam aumento de 31,2% na quantidade de madeira embarcada e de 25,90% na receita comercial.
Em 2017, foram produzidos 5 milhões de metros cúbicos de madeira de origem sustentável em Mato Grosso, com vendas superiores a esse volume e equivalentes a 6,3 milhões (m3), dos quais 72 mil (m3) acabaram sendo exportados, revertendo em receita comercial de US$ 149,6 milhões. Ao todo, o setor movimentou mais de R$ 1,5 bilhão.


