Economia

Remédio, telefone e energia pressionam inflação de abril, diz IBGE

Os preços administrados deverão representar a principal influência sobre a inflação de abril, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Depois de sustentar no primeiro trimestre uma taxa de inflação na faixa de 0,60%, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deverá sofrer o impacto de novos reajustes de tarifas de ônibus urbanos, de aumentos nas contas de energia elétrica e nas ligações de telefone fixo para móvel.

O aumento de 17,65% aplicado no dia 5 de março no preço da passagem de ônibus em São Paulo ainda não foi inteiramente captado pelo índice. O aumento de 12,90% de Porto Alegre no dia 9 também deve afetar a inflação deste mês. O reajuste de 12,5% no preço da passagem no Rio de Janeiro, que passa a valer a partir de amanhã, deverá ser captado com maior intensidade em abril.

O aumento do ICMS (Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços) de 25% para 30% a partir de primeiro de abril em Porto Alegre e Goiânia deverá aumentar a tarifa de energia elétrica. Em Belo Horizonte, foi aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) um reajuste de 21%.

O aumento de 7,99% nas tarifas das ligações de telefones fixos para celulares também deverá afetar a inflação de abril. A data ainda não está confirmada, mas o aumento deve vigorar a partir deste domingo.

Os remédios também deverão pressionar a taxa com o aumento de 7% para os controlados a partir de 31 de março. Este impacto deve se dar de forma mais leve pois nem sempre as tabelas chegam às farmácias com a mesma velocidade em todas as regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE.