
A CNM explicou que o recurso é decorrente da classificação por estimativa das receitas de Imposto de Renda (IR) e Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Esclareceu também ocorre separadamente porque a Receita Federal tem um programa de parcelamento de dívidas de vários impostos. Assim, quando a pessoa jurídica ou até mesmo a pessoa física efetua o pagamento da guia de pagamento do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), ela classifica por estimativa a quantia de cada imposto que foi recolhida, separando o que é IR e IPI e efetua os repasses correspondentes ao FPM.
O repasse dá um pequeno fôlego às cidades mato-grossenses que vem enfrentando crises nas receitas. Com a transferência do segundo decênio do FPM na terça-feira (20), o acumulado no mês com primeiro chega a R$61,1 milhão, queda 15,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram R$ 72,5 milhões. Só Notícias apurou junto a CNM que em valor real, pouco mais de R$ 11,3 milhões deixaram de entrar nos cofres municipais.
A queda agrava ainda mais a situação das prefeituras, principalmente as das cidades pequenas. A gestões já estavam tendo dificuldades para pagar salários com a receita do mês. Parte já termina de pagar a folha de pagamento com a receita do seguinte.


