Economia

Mato Grosso deve R$ 3 milhões de programa da ONU para investimentos em projetos sustentáveis

O programa da Organização das Nações Unidas (ONU) “Parceria para Ações na Economia Verde” irá investir cerca de R$ 3 milhões este ano em projetos que incentivem a economia e a geração de empregos sustentáveis em Mato Grosso. A Page, sigla em inglês de Partnership for Action on Green Economy, ajuda países a adotar e implementar políticas e estratégias para o desenvolvimento da economia verde com o objetivo de diminuir a emissão de carbono no mundo. No Brasil, o programa é desenvolvido apenas em Mato Grosso, primeiro Estado a firmar convênio com esse organismo da ONU, em 2016, na gestão de Pedro Taques.

Alguns projetos já estão sendo desenvolvidos projetos nas áreas de energia renovável, planejamento territorial, turismo sustentável e regularização ambiental em assentamentos rurais. Para este ano já estão assegurados $ 875 mil para o desenvolvimento de ações, o que equivale a cerca de R$ 3 milhões.

A coordenadora do projeto pelo Governo Mato Grosso, Rita Chiletto, considera que a iniciativa é de extrema relevância na atual conjuntura de crise econômica do Estado, em que a gestão precisa priorizar as ações básicas para o cidadão. “Mato Grosso é um campo fértil para captar recursos internacional para preservação ambiental e desenvolvimento da economia verde. E há muito dinheiro disponível para isso. Por isso o Estado deve ser pró-ativo e ir atrás desses recursos, preservando assim a arrecadação do Estado para outros setores básicos, especialmente neste momento”.

Chiletto ressalta que os projetos não visam apenas a preservação ambiental, sendo o principal objetivo o desenvolvimento social, com a geração de emprego e renda. Entre os projetos em desenvolvimento está a regularização ambiental do assentamento Vale do Mangaval, em Cáceres, que tem 108 famílias. Com a regularização, eles poderão ter acesso a crédito e aumentar a produção, garantindo assim o aumento de renda. Outro projeto em finalização é a elaboração de diretrizes para padronização e certificação dos produtos turísticos sustentáveis.

Para este ano, a equipe do projeto pretende ampliar o escopo de ações. A Page irá, inclusive, instalar uma coordenação executiva em Mato Grosso. “Quem vai ganhar é sociedade como um todo, já que estaremos apoiando ações para reduzir a emissão de carbono. Mas acima de tudo, quem ganha diretamente são as pessoas e comunidades de Mato Grosso que serão atingidas diretamente pelas ações com a criação de empregos verdes e redução da pobreza”, finalizou a coordenadora.

Além do governo de Mato Grosso, também compõe o projeto a Federação das Indústrias de no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Universidade do Estao de Mato Grosso (Unemat), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Academia de Arquitetura e Urbanismo (AAU), Instituto Centro de Vida (ICV),  Assembleia Legislativa e Ministério do Trabalho e Emprego, informa a assessoria.

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