Economia

Madeireiros fazem passeata daqui a pouco encerrando manifesto em Juara

Neste momento, mais de duas mil pessoas se encontram aglomeradas na avenida Rio Arinos, em frente ao Banco do Brasil, fazendo o encerramento do movimento de protesto que fechou todas as cidades do Vale do Arinos. A concentração da mobilização é em Juara (300 km de Sinop)

Ontem, garantindo a paralisação, inúmeros voluntários ajudaram a servir lanche aos integrantes do movimento, que não abandonaram o local de reuniões durante todo o dia. No período da noite, os caminhões que bloqueavam a avenida, nas portas dos bancos, foram retirados.

Após reunião das autoridades locais – juízes, promotor, polícia militar – ficou definido que hoje seria o prazo máximo para se restabelecer os serviços essenciais da cidade. Bancos, supermercados, farmácias e postos de gasolina, órgãos estaduais e municipais já computavam 48 horas de portas fechadas.

No encerramento do movimento, empresários madeireiros e organizadores da paralisação se alternam discursando no palanque improvisado, onde o tema constante é a manutenção do emprego e a garantia da produção.

Às 11 horas, uma grande passeata, acompanhada por carreata será feita pela avenida Rio Arinos, e logo depois toda a cidade estará com comércios, órgãos estaduais e municipais abertos para o atendimento à população. A tranquilidade voltará a reinar em Juara, mas queremos sair desse momento delicado com a certeza de que teremos sido ouvidos.

Ontem, o interventor federal do Ibama, Elierson AAlves, disse que os madeireiros de Juara não precisarão ir a Juína para serem atendidos. Haverá expediente no escritório do Ibama em Juara, que havia sido fechado desde a Operação Curupira, que resultou na prisão de servidores do Ibama no Estado, despachantes e alguns madeireiros.