Economia

Funcionários de madeireiras de Sinop querem 18% de aumento

Terminou há instantes, a assembléia dos trabalhadores das indústrias madeireiras de Sinop para reivindicar aumento salarial. Segundo o presidente do Siticom (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria, Construção e do Mobiliário da Região Norte de Mato Grosso), Vilmar Mendes Galvão, o acordo feito entre os servidores e o sindicato é que, seja reivindicado aos empresários um aumento de 18% na base salarial de cada trabalhador.

“Nós vamos dicutir com os empresários, mas eles vão dizer o de sempre que a situação está difícil, que não têm condições de dar esse aumento. É aí que entra a nossa luta enquanto sindicato. Nós sabemos que isso não é verdade, pois o emprego tem aumentado de 2003 para cá. Em 2001 e 2002 foi um número negativo, mas nos últimos três anos o aumento é significante, principalmente no setor madeireiro. Afirmo, então, que vamos lutar com os trabalhadores em busca da melhoria para o setor”, disse Vilmar, ao Só Notícias.

Mais de 200 trabalhadores estavam presentes e concordaram com a proposta de 18%. “Aquilo que o Sindicato nos coloca é sempre para o nosso benefício próprio. Concordo com o aumento e agora vamos esperar para ver o que nossos patrões vão dizer”, disse ao Só Notícias, Francisco Inácio de Oliveira, que trabalha de serviços gerais em madeireira.

Outro ponto debatido foi a questão da segurança no trabalho. Muitos servidores pediram por melhores condições com relação ao uso de luvas, máscaras e equipamentos de proteção em geral, para que diminua o número de acidentes de trabalho. Vilmar afirmou que esta questão será melhorada com a implantação do Centro de Referências em Especialidades em Saúde do Trabalhador, em Sinop.

“O centro vai nos dar o suporte para nos nortear diante da situação dos acidentes que acontecem. Além do mais, vai fazer com que os munícipios coloquem em seus planos de saúde do trabalhador, através do SUS (Sistema Único de Saúde), novas políticas para administrar esse campo. Outro ponto importante, é que através do Centro a Vigilância Sanitária, que antes só fiscalizava os produtos, vai trabalhar em cima da fiscalização de insalubridade e higiêne para o servidor. É isso que está faltando, olhar para o trabalhador como ser humano que ele é”, reforçou.

Alda Ferreira Simão, que é dona de casa, esposa de um trabalhador madeireiro e integrante do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, levantou o assunto da discriminação do trabalho feminino. “A mulher sempre é discriminada, trabalha muito e recebe pouco, em qualquer área. Em alguns casos ela tem a mesma função que o homem, mas ganha menos”, revoltada, disse ao Só Notícias.

“Essas assembléias são importantes porque além de aumento salarial, abono de férias ou pagamento do décimo terceiro na data do aniversário do trabalhador, outros assuntos são debatidos. As pessoas simples colocam o dedo na ferida, que sabemos que existe. Para um país como Brasil, é uma vergonha as mulheres serem tão discriminadas. Elas têm a mesma capacidade que os homens têm para desempenhar qualquer função e não é justo que recebam menos por isso. No sindicato não existe essa discriminação, o que acontece é que as empresas o fazem e esse é um dos motivos para continuarmos buscand nosso direitos”, salientou Vilmar.