A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) apoiou o desenvolvimento de um novo produto alimentício à base de castanha de baru, fruto nativo do Cerrado, com potencial para comercialização em supermercados e empórios. Batizado de Baruzito, o alimento foi desenvolvido por uma empresa de alimentos, por meio de recursos do programa Tecnova III, realizado em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
O produto passa por um processo de desidratação que combina congelamento e redução da pressão em uma câmara controlada. A técnica faz com que a água presente no alimento passe diretamente do estado sólido para o gasoso, reduzindo a umidade e preservando características nutricionais, sensoriais e físico-químicas da castanha.
Segundo a empresa, o método também amplia o tempo de conservação e reduz a necessidade de refrigeração durante o armazenamento e o transporte, desde que sejam mantidas as condições adequadas de embalagem. A tecnologia busca superar desafios relacionados à comercialização de frutos nativos, especialmente na logística e na manutenção da qualidade dos produtos.
A empresa trabalha em diferentes versões do Baruzito, incluindo opções doces, salgadas e in natura. Além do consumo direto, a castanha pode ser utilizada em receitas como bolos, doces e pratos salgados.
O projeto integra uma iniciativa mais ampla de pesquisa e desenvolvimento de produtos derivados de espécies do Cerrado e da Amazônia Legal. Entre as frentes previstas estão estudos sobre as características físico-químicas dos frutos, desenvolvimento de embalagens inteligentes, análise de viabilidade econômica e criação de bebidas funcionais.
A trajetória da empresa também contou com apoio dos programas Centelha-MT e Inova Amazônia, além de registros de propriedade intelectual junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
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