Economia

Dólar fecha estável, cotado a R$ 2,58

O dólar manteve a trajetória de queda nesta segunda-feira pela 12ª sessão consecutiva e encerrou a R$ 2,586 (menor patamar desde 21 de fevereiro).

O superávit comercial brasileiro e o enfraquecimento da moeda norte-americana no campo externo contribuíram para o recuo do dólar frente ao real durante boa parte da sessão. Mas compras da moeda perto do fechamento atenuaram a queda para apenas 0,04%, disseram operadores.

“O fluxo (de ingressos) continua fabuloso, basta ver o saldo da balança comercial”, apontou Hélio Ozaki, gerente de câmbio do banco Rendimento. “(O saldo) tem surpreendido e feito com que os analistas refaçam suas projeções para o fechamento do ano (da balança).”

Apenas na segunda semana de abril, a balança comercial registrou superávit de 1,1 bilhão de dólares, elevando o saldo positivo acumulado no ano para 9,712 bilhões de dólares.

“Isso tudo ajuda a manter o dólar em baixa, ainda mais com o BC assistindo de camarote”, afirmou o gerente.

Desde a segunda quinzena de março, o Banco Central não tem realizado leilões de compra de dólares no mercado e nem de contratos de swap cambial invertido.

O gerente acredita que a estratégia do BC é usar o dólar baixo como uma ferramenta para amenizar a inflação.

“Todos os dias o mercado vai beliscando, provocando o BC para ver em que nível de dólar ele vai entrar”, acrescentou Ozaki.

O dólar já acumula baixa de 3,07 por cento no mês de abril e a queda no ano é de 2,56 por cento.

De acordo com o gerente de câmbio de um grande banco estrangeiro, a ausência do BC tem deixado o mercado “pesado” já que os bancos seguem com posições vendidas em dólar. “E continua tendo fluxo (de ingressos), ainda reforçado pelo movimento das moedas lá fora.”

No campo externo, o dólar perdeu força em relação a outras moedas, com os investidores cautelosos antes dos dados comerciais dos Estados Unidos. O mercado também aguarda a ata da última reunião do Federal Reserve na terça-feira.