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Custo médio da cesta básica sobe pela 3ª vez seguida e chega a R$ 900 em Cuiabá

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Redação Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)

Seguindo a tendência de alta, a cesta básica na capital mato-grossense registrou o terceiro aumento consecutivo de preço e voltou a atingir a média de R$ 900,16, patamar que não era observado desde junho. A variação semanal observada, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso, foi de 1,26% entre a segunda e a terceira semana de setembro. Da mesma forma, no comparativo anual, observou-se uma variação positiva de 13,56% em relação à mesma semana do ano passado. Naquele período, a cesta básica registrava média de R$ 792,65. Isso representa um aumento de R$ 107,51 em um ano.

Conforme análise do IPF-MT, o comportamento dos alimentos nesta semana revelou diferentes velocidades de ajuste nos mercados, com alguns produtos absorvendo pressões de oferta, enquanto outros apresentaram recuos capazes de aliviar parcialmente o custo da cesta. Entre os itens que colaboraram para a alta da cesta básica, o tomate continua como destaque, apresentando crescimento de 8,94% nesta semana e valor médio de R$ 12,06/kg. Além disso, o valor atual segue 93,93% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

De acordo com avaliação do instituto, o clima chuvoso levou à redução da temperatura nas regiões produtoras, provocando atraso na maturação dos frutos, o que pode ter resultado no aumento dos preços. Em contrapartida, alguns itens contribuíram para conter uma alta maior da cesta, como a banana, que registrou queda de 8,31% e atingiu o valor médio de R$ 8,30/kg. Com isso, o produto passou a custar 6,61% menos do que no mesmo período de 2025.

Assim como ocorreu com o tomate, as condições climáticas têm afetado a produção. Chuvas e ventanias têm reduzido a qualidade das frutas disponíveis no mercado, o que pode ter provocado a redução dos preços. O pão francês também segue em queda na variação semanal, com recuo de 4,75%, atingindo valor médio de R$ 20,03/kg. Apesar da redução observada, o preço atual permanece 2,72% acima do registrado no mesmo período de 2025.

Segundo a análise do instituto, mesmo diante do aumento dos custos observado no mercado, a queda do pão pode estar associada a fatores internos, como mudanças de fornecedor ou ajustes nas margens de lucro, refletindo no preço final ao consumidor.

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