PUBLICIDADE

Custo de obras comerciais e residenciais em Mato Grosso tem maior alta do ano

PUBLICIDADE
Só Notícias (foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo)

Construir imóveis comerciais e residenciais no Estado ficou 1,63% mais caro, em junho, com o metro quadrado chegando a R$ 3.200 para projetos residenciais de padrão normal (R-8), – em maio era de R$ 3.148 – segundo o Sindicato das Indústrias da Construção de Mato Grosso (Sinduscon). A variação é a maior alta mensal registrada este ano.

O resultado considera o Custo Unitário Básico (CUB/m²), indicador utilizado como referência para acompanhar a evolução dos custos da construção civil. O valor da hora trabalhada do servente registrou alta de 9,09%, enquanto a do pedreiro avançou 1,53% em relação a maio.

Materiais importantes para a estrutura das obras tenham mantido comportamento estável ou de queda, o aumento dos custos com mão de obra teve maior influência. O aço CA-50, um dos materiais mais utilizados nas estruturas, teve nova queda de 1,79% em junho, acumulando retração de 14,06% em 2026. O cimento manteve o mesmo preço do mês anterior, mas ainda acumula queda de 10% no ano.

Além da mão de obra, alguns materiais apresentaram pequenas oscilações. A esquadria de alumínio teve alta de 0,35%, o fio de cobre subiu 0,31% e a emulsão asfáltica avançou 0,38%. Em contrapartida, a placa de gesso recuou 5%, a telha de fibrocimento caiu 1,75% e o bloco cerâmico teve redução de 1,49% no mês.

Mesmo com a alta mês passado, o comportamento dos insumos demonstra que o custo da construção continua sendo resultado da combinação entre materiais, mão de obra e demais componentes que integram o CUB, indicador utilizado como referência para acompanhar a evolução dos custos do setor.

O presidente do Sinduscon, Claudio Ottaiano, destaca que o CUB é um indicador que reflete a variação média dos custos da construção como um todo, cada obra tem características próprias, com projetos, padrões e especificidades que podem influenciar diretamente no custo final. “Por isso, o índice deve ser utilizado como referência, e não como um valor absoluto para cada empreendimento”, esclarece o presidente, acrescentando que o resultado de junho demonstra que o custo da construção é influenciado por diferentes fatores, não apenas pelos preços dos materiais.

“Embora insumos importantes continuem apresentando estabilidade ou até redução de preços, como é o caso do aço e do cimento, a atualização dos custos de mão de obra teve impacto relevante no indicador deste mês, refletindo a dinâmica natural do setor”, avaliou, através da assessoria.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE