Economia

Caminhões devem usar redes protetoras maiores no transporte de cargas de madeira em MT

Diretores do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira o de Mato Grosso (Cipem) debateram com a superintendência estadual da Polícia Rodoviária Federal (PRF) as medidas para atender as especificações sobre transporte de madeira contidas na resolução 552/2015, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A principal preocupação é com relação as cargas com alturas que ultrapassam o painel frontal dos caminhões. Para evitar possíveis riscos nesse transporte, ficou definido o uso de uma rede protetora com espaçamento máximo de cinco centímetros sobre a lona que cobre as cargas. Por ser menos ‘vazada’ evita o deslocamento de peças de madeira com menor tamanho, como caibros e outros.

A rede protetora é usada atualmente pela maioria, mas com espaçamento maior. Haverá prazo até julho para a adoção da nova rede no transporte das cargas que excederem a altura, conforme previsto na resolução, cujo custo inicial estimado é de cerca de R$ 750. Durante este período, os caminhões deverão continuar transportando as cargas com as lonas e, por cima delas, as redes de maior espaçamento. Em contrapartida, a PRF fará um trabalho orientativo até o vencimento do prazo acordado para adequação.

“Nosso objetivo não é penalizar o setor, mas cobrar o atendimento dos dispositivos legais que garantem a segurança de todos no transporte de cargas”, disse o superintendente da PRF em Mato Grosso, Francisco Élcio de Lima.

O diretor executivo do Cipem, Valdinei Bento dos Santos, explicou que foi feito “trabalho de buscar uma rede que garantisse a segurança exigida pelos órgãos reguladores e fiscalizadores, além do diálogo para demonstrar a necessidade de um prazo para essa adequação do setor, considerando também, o tempo para a empresa providenciar a produção em maior escala dessas redes”, relatou

O novo produto possui um laudo da empresa fabricante com a descrição das especificações técnicas que garantem o atendimento da legislação. “Agora, precisamos informar a todos sobre essa necessidade de mudança e o prazo para fazê-la”, pontuou o segundo diretor financeiro do Cipem e presidente do Sindicato dos Madeireiros do Extremos Norte de Mato Grosso (Simenorte), Ednei Blasius.

A informação é da assessoria.

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