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Bloqueios continuam, Mutum tem invervalo para carretas passarem e várias cidades estão sem combustível

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A decisão da Justiça Federal para caminhoneiros acabarem com bloqueios nas rodovias em Mato Grosso e liberarem passagem de carretas e caminhões ainda não começou a ser cumprida pela Polícia Rodoviária Federal. O despacho do juiz Cesar Bearsi, em Cuiabá, saiu ontem, no final da tarde. A PRF informou, pela manhã, que ainda não foi comunicada e hoje o governo federal anunciou que a polícia multará caminhoneiros, entre  R$ 5 mil a R$ 10 mil por hora, se não liberarem o tráfego, como forma de forçar os manifestantes a deixarem as rodovias em vários Estados

Os caminhoneiros mantém bloqueios em 7 trechos das BRs 163 e 364 – Rondonópolis, Cuiabá, Diamantino, Mutum, Lucas, Sorriso e Sinop.

Agora há pouco, em Nova Mutum, os coordenadores do movimento decidiram liberar, provisoriamente, os carreteiros e caminhoneiros que levam combustível e alimentos, que estão desde segunda-feira nas filas. O empresário Alessandro Pivetta, um dos integrantes da comissão do manifesto, explica que a decisão só ocorreu tendo em vista a situação de alguns motoristas que estavam "muito longo do perímetro urbano e, para que possam se alimentarem adequadamente e descarreguem suas cargas no município" e outros seguirem para cidades da região houve a liberação. Não foi informado por quanto tempo haverá intervalo em Mutum.

O presidente Sindicato Caminhoneiros Autônomos de Sorriso e região, Wilson Rodrigues, disse, agora há pouco, que não foi notificado da decisão judicial. Caso a Força Nacional ou a Polícia Rodoviária Federal cumpram a ordem, eles não resistirão e sairão das pistas, mas ficarão mobilizados nas proximidades. Porém, prometem trancar a rodovia novamente assim que a polícia sair. Sobre as negociações a nível nacional,  disse que os membros da categoria que estiveram em reunião com o governo federal, ontem, não os representam e a negociação "feita por lá, não beneficiaria os motoristas de Mato Grosso". Em Sorriso continua impedida passagem de caminhões e carretas transportando grãos, roupas, eletrônicos e outros tipo de mercadorias não perecíveis. Eles acataram o pedido do governo do Estado e estão deixando passar caminhões com combustíveis.

Em outros trechos, carretas com combustível e câmaras frias estariam passando. Mas, em outros, motoristas que levam estas cargas temem seguir viagem porque há rumores de ameaças, por parte de alguns caminhoneiros, para que não passem e fortaleçam o movimento e outros que levam outras cargas, não podem passar e tentam barrar os que levam combustível para também forçar a própria passagem. Ontem à tarde, conforme Só Notícias, já informou, policiais rodoviários acabaram acompanhando a saída, das filas, de aproximadamente 10 carretas com diesel, gasolina e etanol que seguiram para cidades no Nortão. Mas a quantidade não é suficiente para atender a demanda na maioria dos postos. A partir do momento que a pista for liberada, a previsão é normalizar o abastecimento em aproximadamente uma semana ou 10 dias.

A preocupação do donos de postos aumenta porque há muitas carretas e caminhões, vazios, nas filas sentido Cuiabá, que estavam indo até as distribuidoras para carregar e retornar para o Nortão.

O dono de uma rede de postos em Sinop, Guarantã do Norte e Terra Nova informou, esta manhã, que todas unidades estão fechadas porque não tem combustível para vender. "Em um dia só (na terça) vendemos estoque que era para 4 dias de vendas. Hoje estou com todos postos fechados, a equipe sem trabalhar, esperando chegar as carretas", disse o empresário, ao Só Notícias. "Estou tendo prejuízo considerável, assim como empresários do setor", explicou.

O empresário Vilson Kirst, dono de postos e revendedora no atacado em Lucas do Rio Verde, explicou que desde ontem não tem gasolina e etanol. "Tenho um pouco de diesel só nos postos. Gasolina e etanol acabaram. No TRR, estamos há dois dias sem diesel para atender fazendeiros", informou, há pouco, ao Só Notícias. "Nas filas para ir buscar combustível nas distribuidoras, estamos com 7 bitrem esperando passar para ir carregar em Porto Velho-RO- e em Alto Taquari onde combustível chega pelo trem", informou.

"Analisando a seguinte hipótese. Se as rodovias forem desbloqueadas amanhã, sexta-feira, só vamos ter normalização no abastecimento de combustível em uma semana porque temos que ir carregar e voltar e colocar combustível nas bombas para vender", expôs.

Hoje, a maioria dos postos na maior cidade do Nortão continua fechada porque não tem produto para ser vendido. O problema continua em alguns postos em mais cidades da região como Sorriso, Guarantã do Norte, Lucas do Rio Verde.

O Sindicato dos Distribuidores de Petróleo (Sindipetroleo) em Cuiabá informou que em Rondonópolis alguns postos, na cidade, estão sem gasolina e etanol. Em Tapurah, Itanhangá, Nova Maringá (Médio Norte) também há falta de combustíveis.

Presidentes de Sindicatos Rurais reuniram-se, ontem à noite, em Lucas, e pediram apoio dos líderes dos bloqueios para as carretas com combustível trafegarem e chegarem aos postos porque muitos fazendeiros estão sem diesel para colher soja. Falta cerca de 65% da safra ser colhida. Mas houve poucos avanços e hoje tem nova reunião para definir estratégia para as cargas com combustível não ficarem 'presas' nas longas filas de carretas nas rodovias.

Em instantes, mais detalhes

(Atualizada às 14:48hs)

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