quinta-feira, 13/junho/2024
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Bloqueio de cargas na BR-364 em MT sem previsão de terminar

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A Polícia Rodoviária Federal acaba de informar que os caminhoneiros que trancam a BR-364, em Cuiabá desde ontem às 6h, não devem liberar hoje o tráfego de carretas e caminhões carregados. O protesto passa de 36 horas. “Quem está carregado com produtos perecíveis, combustível e carga viva passa, além de carros e ônibus. Eles impedem a passagem de outras cargas”, informou um policial, ao Só Notícias. A 364 liga Mato Grosso a Rondônia e Mato Grosso do Sul.

A fila de caminhões nas pistas sentido Rondonópolis e Nortão é grande. “Não tem como nem a gente calcular”, acrescentou o policial. Bitrens e caminhões carregados com milho, soja, farelo, produtos eletroeletrônicos, móveis, roupas, calçados e centenas estão esperando parados. Até agora, de acordo com a PRF, não houve incidentes.

O protesto está atrasando compromissos de centenas de empresas com seus clientes devido a atraso de chegada dos produtos no destino final. O movimento é nacional e a entidade que reúne os caminhoneiros calcula bloqueios em 22 rodovias, em 7 Estados.

Uma das cobranças dos caminhoneiros é pela aplicação de 100% da arrecadação do Fundo Estadual de Transportes e Habitação (Fethab) nas rodovias mato-grossenses. O diretor do Sindicato das Empresas de Transporte Terrestre de Cuiabá e região, Olmir Justino, explicou, ao Só Notícias, ser esperado um posicionamento mais contundente do governo, que ainda não se manifestou.

“Não queremos mais promessas, já estamos cansados. Já foi assinado inclusive um acordo para cumprimento de reivindicações junto ao governo do Estado, que não foram cumpridos, isso, inclusive na frente da imprensa. Mas até agora nada aconteceu”, afirmou o representante da entidade.

A mobilização dos caminhoneiros acontece a nível nacional. Entre outras cobranças, também destinadas ao governo federal, o diretor frisou melhores condições nas rodovias, redução no preço do óleo diesel, valorização da categoria e a possibilidade de aposentadoria com 25 anos de trabalho. “A intenção com essa mobilização é chamar atenção do governo e mostrar que o desenvolvimento desse país também depende dos caminhoneiros”, destacou.

O fundo é responsável por financiar o planejamento, a execução, o acompanhamento e avaliação de obras e serviços de transporte e habitação no Estado. Foi criado em 2000 pelo então governador de Mato Grosso, Dante de Oliveira, e sua cobrança é feita sobre operações envolvendo soja, algodão, madeira, gado, entre outros.

Os caminhoneiros também cobram mais segurança e que a aposentadoria por tempo de serviço diminua de 35 para 25 anos.

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