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Presidente Ferragamo

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A presidente Dilma foi à Escandinávia. Na Suécia, defendeu a volta da CPMF. Claro, com tanto gasto do governo. Neste ano de ajuste, ainda mais gasto que no ano passado. Apoiada num par de sapatos Ferragamo. Ficaram no Alvorada, à espera das pedaladas da volta, três bicicletas – duas novas – como se ela fosse hexápode. É tudo como se o dinheiro estivesse sobrando, no governo que vai gastar ano que vem 60 bilhões a mais do que arrecada.  Por isso, precisa de mais imposto, como um senhor feudal da idade média. A mensagem que isso passa é de que a chefe do governo sofre de profunda alienação em relação ao Brasil real, de recessão, inflação e desemprego, por causa da inépcia do governo.  

Só vai valer no mês que vem a promessa da presidente de reduzir em 10% o salário dela e de seus ministros. Ela ganha 26,7 mil reais. Vai reduzir em 2.670 reais o contracheque dela, na conta de despesa da Presidência da República que, no ano passado, foi de 9,3 bilhões. Bilhões, sim! Nos últimos 10 anos, ela e Lula fizeram crescer as despesas da Presidência em 210%, já descontada a inflação. No ano passado, as despesas administrativas diretamente ligadas à presidente somaram a cifra recordista de 747,6 milhões, segundo o Portal da Transparência do próprio governo. Pouco mais da metade disso, 390 milhões, estão registrados como assessoria e serviços diretamente prestados à presidente. Na Inglaterra, as despesas com a monarquia, isto é, com a Rainha e a família real, equivaleram a 196 milhões de reais no ano passado.  Ou seja, Dilma gasta o equivalente a duas Elizabeth II. 

Agora, na viagem a países escandinavos, fica em suítes de hotéis. Nos Estados Unidos, o gasto médio foi de 36 mil a diária. Isso sem contar as despesas da viagem em si. Neste ano, por um dia na Califórnia, foram contratadas 19 limusines, dois ônibus e um caminhão – um safári tupiniquim. Custou o equivalente a 360 mil. No Brasil, há movimentação de helicópteros quase todas as viagens e uma multidão de carros alugados com motorista. Ainda semana passada encontrei um motorista ainda hospedado no hotel onde eu estava. A presidente já havia ido embora de São Paulo, mas a comitiva ainda não se desfizera e o taxímetro continuava correndo.

Na Suécia, ela visitou a SAAB, produtora do caça Gripen. O Brasil comprou três dúzias deles, por um total equivalente a quase 20 bilhões de reais. Por coincidência, praticamente igual ao valor que a Frente Nacional de Municípios diz ser necessário para a Saúde. Perguntada como o país vai pagar os aviões, a presidente respondeu que esse não é o maior problema dela. O maior problema, hoje, é conseguir se equilibrar sobre o presidencial par de Ferragamo.

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