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Sorriso: Ciopaer treina pilotos agrícolas para combate a queimadas; mais de 4 mil hectares atingidos

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Só Notícias/David Murba (foto: Só Notícias/arquivo)

O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) em parceria com o Sindicato Rural de Sorriso vão capacitar aproximadamente 70 pilotos agrícolas para usar “aeronaves nas operações aéreas de combate a incêndios florestais” em fazendas. A intenção é aproveitar a experiência deles com pulverização para que possam ajudar em ações para apagar grandes queimadas. O município, nos últimos meses, foi atingido por inúmeros focos em áreas rurais e também na vegetação às margens da BR-163, além de rodovias estaduais. A estimativa é que mais de 4 mil hectares de área tenham sido queimados causando incalculáveis prejuízos aos produtores.

Os pilotos aprenderão diversos procedimentos para atuarem no combate direto ao fogo, com segurança e agilidade. “A vantagem da aeronave são acessos e velocidade. Você consegue levar o agente extintor via aérea para um local de difícil acesso. O trabalho, na verdade é combinado. Tem que haver uma equipe terrestre fazendo um trabalho de contenção final e a aeronave potencializando este serviço”, explicou, hoje, o tenente-coronel, Flávio Gledson Vieira.

“Os pontos serão os procedimentos operacionais, os conhecimentos de segurança, as formas de executar um ataque a um incêndio, os cuidados ao fazer a aproximação ao incêndio, o abastecimento da aeronave, questão de coordenação entre aeronaves e comunicação. Vamos fazer uma abordagem geral de como colocar uma aeronave em um combate de incêndio florestal. Todos os anos Mato Grosso é acometido por incêndios florestais, especialmente por suas condições atmosféricas, no período de 15 de julho até início de outubro. Então, o Corpo de Bombeiros leva a cabo neste período ações no Estado inteiro para contenção de incêndios, mas há necessidade, claro, de integração de outras forças”, emendou o tenente-coronel.

O presidente do Sindicato Rural, Tiago Stefanello, apontou os enormes prejuízo que os produtores tiveram, além de financeiros, no solo, já que a queimada prejudica a produção da próxima safra com a danificação dos insumos já aplicados na terra, além de possíveis multas. Estamos levantando as perdas (ocasionadas por incêndios), mas é grande porque toda a poupança, todo o caixa, está no solo. A palhada, o fertilizante, os insumos que ele coloca. Então, quando passa o fogo, isso vai a zero. O prejuízo é enorme”, lamentou.

“Estamos há vários meses em negociação com o Ciopaer, Corpo de Bombeiros devido nossa região ter muitos incidentes com fogo.  “Temos uma área extensa de milho, na região da BR-163, então mais de 70 pilotos vão ser treinados, capacitados e vão estar aptos a fazer este controle”, concluiu.

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