O 7º Levantamento de Safra, divulgado esta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), confirmou aumento na produção de milho no Estado. De acordo com o relatório, o incremento de 28,6% na produção 1ª safra (de 199 mil toneladas para 256 mil toneladas) “pode ser atribuído às regiões confinadoras de bovinos, cuja ausência de oferta do cereal estimulou o seu cultivo, sobretudo para o abastecimento doméstico das fazendas, além das boas expectativas de mercado na época do plantio”.
A Conab aponta ainda que as chuvas regulares, ocorridas nas principais fases das lavouras, permitem projetar um rendimento médio de 7.676 kg/ha, ante aos 6.412 kg/ha no período produtivo anterior. Também foi previsto um ganho na área plantada, saindo de 31 mil hectares para 33 mil hectares (aumento de 7,3% no comparativo entre as duas safras).
Milho 2ª safra – A autarquia federal destacou, no levantamento, que apenas na primeira quinzena de março o plantio atingiu os 100%, “ultrapassando a janela ideal recomendada para a semeadura da cultura devido ao atraso na colheita da soja”. Segundo o levantamento, atualmente, as lavouras mais precoces encontram-se em fase de frutificação, entretanto, a maior parte está em desenvolvimento vegetativo.
De acordo com a companhia, mesmo com o cenário de preços futuros em baixa, a área de milho para esta safra confirmou a tendência de significativo aumento, cerca de 13%, passando de 3.769 mil hectares em 2015/16 para 4.260,8 mil hectares nessa safra. Citando previsão de condições climáticas favoráveis, a Conab estimou rendimento médio de 5.679 kg/ ha, ante aos 3.999 kg/ha na safra 2015/16, representando um incremento esperado de 42% em relação ao exercício anterior.
Com base nos ganhos de produtividade e área, a companhia estimou um aumento de 60% no milho segunda safra, saindo de 15 milhões para R$ 24,1 milhões.


