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Embrapa Sinop apresenta avanços com forrageira no sistema lavoura, pecuária e floresta

Começa na quarta-feira, em Cuiabá, a Famato Embrapa Show, com soluções tecnológicas para tornar a produção agropecuária mais viável e sustentável. Para os pecuaristas serão expostas mais de 30 soluções, entre aplicativos, técnicas, trabalhos e palestras, além de cultivares.

Na área de forrageiras “o maior destaque do ano”, o capim braquiária ruzizienses – BRS Integra, lançado em março, é fruto do programa de melhoramento genético da Embrapa, a forrageira é indicada para a produção de palhada nos sistemas integrados de cultivo envolvendo lavoura, pecuária e floresta (ILPF).

“É um material de alta produção, adaptado para o sistema integrado de produção. É de porte um pouco mais baixo e produz uma quantidade de folha maior. E quando começa a chuva, no período das águas, ela tem uma rebrota vigorosa, muito rápida”, destaca Orlando Lúcio de Oliveira, analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril, de Sinop.

Das braquiárias também estarão expostas a BRS Ipyporã, BRS Paiaguás e BRS Piatã. Já entre o gênero panicum, a Embrapa vai levar a BRS Zuri, Tamani e Quênia, sendo que este último, segundo Orlando, embora não seja novidade, ainda tem muito a contribuir para a pecuária mato-grossense. Também será apresentado o capim elefante BRS Capiaçu e, entre leguminosas, o estilosantes BRS Bela, também para sistemas integrados, e o amendoim forrageiro Mandobi.

Orlando Oliveira destaca a preocupação constante com o manejo. O desafio, segundo ele, é o pecuarista usar bem os capins que existem no mercado, realizando o devido planejamento forrageiro. “Ao fazer o manejo apropriado, o sucesso está mais próximo de ser alcançado. Além disso, o conjunto de tecnologias disponível hoje no mercado, inclusive aplicativos como Pasto Certo, por exemplo, é uma ferramenta estratégica para solucionar os principais problemas e ajudar o produtor”.

Se uma simples régua já é uma tecnologia transformadora, nas mãos da Embrapa essa solução foi potencializada para simplificar o dia a dia e a tomada de decisões do pecuarista. É o caso da Régua de Manejo de Pastagens, um dos destaques da Mostra Tecnológica para a otimização do uso da pastagem, o que gera ganho de produtividade tanto de bovinos de leite como de corte, além de equinos e ovinos. A ferramenta mede altura do pasto para permanência ou troca de rebanho e apresenta as medidas ideais para cada espécie forrageira, com as alturas de entrada e saída de pastejo ou corte.

Tem ainda o SAGABov, outro instrumento acessível ao produtor para a avaliação de carcaça bovina. Com essa “régua”, o produtor consegue avaliar a espessura de gordura dos bovinos destinados ao abate. São duas hastes articuladas que indicam graus de acabamento: baixo, adequado e excessivo. A ferramenta será exposta na Ilha de Tecnologias Réguas e Sensores, informa a assessoria.

Só Notícias (foto: arquivo/assessoria)