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Cultivo da mamona perde espaço em Mato Grosso para outras culturas e Conab estima redução de 20%

O cultivo da mamona deve ter redução na atual safra, em Mato Grosso. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ainda não há números consolidados, uma vez que o plantio foi feito em março e a colheita deve começar no próximo mês. No entanto, a previsão do órgão é de que a produção mato-grossense seja 20,8% menor que em 2018/2019.

Caso a estimativa da Conab se confirme, Mato Grosso deverá produzir 1,9 mil toneladas de mamona. Na safra passada, produziu 2,4 mil toneladas. Já a área plantada deve diminuir 16%, de 2,5 mil para 2,1 mil hectares, enquanto que a produtividade deve ser 4,8% menor, de 912 quilos por hectare.

A Conab, em seu nono relatório da safra de grãos, explica o resultado negativo do cultivo de mamoma em Mato Grosso. “Ainda que grande potencial agronômico seja atribuído à cultura, sua opção tem esbarrado no aspecto comercial, em que outras opções de segunda safra, como o milho, o algodão e o gergelim apresentam maior rentabilidade e facilidade de comercialização”.

Ainda que apresente redução, Mato Grosso seguirá como seguir maior produtor de mamona no Brasil. A maior produção é prevista pelo estado da Bahia, que deve colher 30,9 mil toneladas na atual safra, cerca de 10% a mais que na temporada anterior.

Só Notícias/Herbert de Souza (foto: arquivo/assessoria)