
Após criteriosa investigação, NACO e Corregedoria-Geral chegaram à conclusão de que o procurador Paulo Prado não teve nenhuma participação no “esquema”. Os procuradores de Justiça esclareceram que não foi possível ter a certeza absoluta de que as placas utilizadas pelos militares não eram as mesmas que foram cedidas pelo Ministério Público à Secretaria de Justiça e Segurança Pública no ano de 2010, já que o cabo Gérson Corrêa, um dos denunciantes, inicialmente afirmou que o equipamento foi destruído e, posteriormente, em novo depoimento, que teria sido jogado no rio. Os procuradores de Justiça asseguraram, no entanto, ter a convicção de que a placa não foi cedida pelo procurador Paulo Prado para a montagem do escritório clandestino de escutas.
O segundo procedimento investigatório criminal arquivado refere-se à denúncia contra o promotor de Justiça Marcos Regenold Fernandes, que à época atuava no GAECO. Os militares afirmaram que durante as operações “Imperador” e “Aprendiz”, ele recorreu a dados cadastrais de fontes abertas para obtenção dos números de telefones utilizados pelos investigados para solicitação de interceptações em juízo. O promotor de Justiça Amarildo Fachone explicou que a prática não configura nenhum ilícito.
Marcos Regenold Fernandes também foi alvo de uma terceira denúncia de que teria falsificado a assinatura de um analista jurídico para estender o prazo de interceptações. Fachone explicou que durante as investigações o analista citado foi ouvido três vezes e em todas as ocasiões afirmou não ter conhecimento do fato e ainda reconheceu a sua assinatura no documento. O promotor de Justiça assegurou ainda que fez uma análise criteriosa dos procedimentos relacionados a tráfico de entorpecentes em que Regenold atuou, onde supostamente teria ocorrido a fraude, e não constatou nenhuma anormalidade.
O coordenador do NACO, procurador de Justiça Domingos Sávio de Barros Arruda afirmou que todas as denúncias feitas pelos militares serão apuradas com todo o rigor e imparcialidade que o caso exige. Ele garantiu que os outros seis procedimentos investigatórios estão em andamento e que em breve será apresentada uma resposta à sociedade.
O corregedor-geral adjunto do MP, procurador de Justiça João Augusto Veras Gadelha, explicou que ainda existem dois procedimentos no âmbito da Corregedoria em andamento: um sobre a utilização de verbas secretas do GAECO e o outro sobre interceptações ilegais, barriga de aluguel e vazamentos.
O corregedor-geral adjunto, procurador de Justiça João Augusto Veras Gadelha, também informou que dos três procedimentos que tramitam na Corregedoria para apuração de eventuais ilícitos administrativos, um foi arquivado.
A informação é da assessoria do MP.


