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Ex-deputado é condenado a oito anos de prisão por “lavar” dinheiro desviado da Assembleia Legislativa

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Só Notícias/Herbert de Souza (foto: assessoria/arquivo)

O ex-deputado federal Eliene Lima foi condenado a oito anos de prisão por peculato e lavagem de dinheiro. A sentença foi proferida pelo juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu, que fixou o regime semiaberto para início de cumprimento da pena. O magistrado também deu ao ex-parlamentar o direito de recorrer em liberdade.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), “através das investigações preliminares descobriu-se a existência de um sofisticado esquema para o desvio de verbas públicas da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, em favor de diversos deputados, dentre eles, o acusado Eliene José de Lima”.

Ainda segundo a peça acusatória, as investigações tiveram início após as declarações prestadas por Nilson Roberto Teixeira, gerente-geral de uma empresa do bicheiro João Arcanjo Ribeiro. Conforme Nilson, a pessoa jurídica recebeu cheques provenientes da Assembleia Legislativa, que eram repassados para deputados indicados pelo presidente José Geraldo Riva e pelo ordenador de despesas Humberto Melo Bosaipo.

O modus operandi para desviar dinheiro da AL, de acordo com o MPF, com a emissão de cheques nominais a empresas prestadoras de serviços inexistentes ou que não tivessem executado o serviço. Tais cheques eram dados à empresa de Arcanjo, que repassava os valores aos deputados indicados por Riva e Bosaipo. O Ministério Público aponta que quebrou o sigilo bancário de Eliene e confirmou que ele foi beneficiado com R$ 60 mil das verbas desviadas da Assembleia.

“Nesse caso, restou comprovado, durante a instrução criminal, que o réu Eliene José de Lima em conluio com seus comparsas José Geraldo Riva e Humberto Melo Bosaipo, planejaram e executaram ações que buscavam ocultar e dissimular a origem de valores auferidos criminosamente, provenientes da prática de crime contra a administração pública”, disse Jorge Abreu, ao proferir a sentença.

Além da pena de prisão, o magistrado determinou que o ex-deputado devolva R$ 77 mil para os cofres públicos. Ainda cabe recurso contra a sentença.

Eliene foi deputado federal por dois mandatos. Ele também ocupou o cargo de secretário estadual de Ciência e Tecnologia. Na ação, o ex-parlamentar alegou inocência.

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